O Poder da Oração e Jejum

Queridos filhos,…O melhor jejum é a pão e água. Através do jejum e da oração, podem-se parar guerras, suspender as leis da natureza. A caridade não pode substituir o jejum. Aqueles que não são capazes de jejuar, podem alguma vez substituí-lo com oração, caridade e uma confissão, mas todos, exceto os doentes, devem jejuar”. (Trecho da Mensagem de Nossa Senhora em Medjugorie, de Julho 1982)

Senhora da Paz 

A Bem-Aventurada Virgem estabeleceu em Medjugorje os pilares das mensagens de Medjugorje: oração, jejum e penitencia. Destes, o jejum é normalmente o mais difícil de manter e inevitavelmente o primeiro diminue ou cessa de ser uma parte ativa do processo de conversão.

Todos os pilares são dons do Espírito Santo e devem ser pedidos com o coração de uma criança fiel. Cada um suporta a liga com os outros em uma forte base.

O jejum não é só uma opção de alguém para viver as mensagens de Medjugorje. É requerido de todos, inclusive os jovens.

O dom do jejum é visto por Deus em muito da mesma maneira. Todo jejum, independente de seu valor – se é restrito à pão e água, ou uma fraca tentativa que falha ou permanece por algumas horas – é um tesouro precioso para ELE. Não é o valor material do jejum, mas o amor sincero e o esforço aplicado.

Para a maioria dos adolescentes e muitos adultos, jejuar é quase impossível. Por isso Nossa Senhora nos diz para rezar pelos dons. Como ELA diz enfaticamente em uma de Suas mensagens, com oração e jejum podemos parar guerras e alterar as leis da natureza. Leva-se um esforço combinado e centrado de oração e jejum para criar milagres da carne e milagres da alma.

No Livro do Profeta Jonas, nos é ensinado que o jejum e a oração tem o poder de mudar o curso natural dos acontecimentos. Isso aconteceu quando Deus, que já havia decidido pela destruição de Nínive (com já havia feito em relação a Sodoma e Gomorra), mudou de idéia e resolveu preservar a cidade, em razão do jejum, oração e arrependimento de seus moradores. Você percebeu? O jejum + oração movem o coração de Deus.

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ATO DE DESAGRAVO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

 

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Ó Coração Doloroso e Imaculado de Maria, transpassado de dor pelas injúrias com que os pecadores ultrajam vosso santo nome e vossas excelsas prerrogativas; eis prostrado aos vossos pés vosso indigno filho, que, oprimido pelo peso das próprias culpas, vem arrependido com ânimo de reparar as injúrias que, à maneira de penetrantes setas dirigem contra vós os homens ousados e perversos.

Desejo reparar com esse ato de amor e submissão que faço perante o vosso coração amantíssimo, todas as blasfêmias que proferem contra o vosso Augusto nome, todas as ofensas que fazem às vossas excelsas virtudes e todas as ingratidões com que os homens correspondem ao vosso maternal amor e inesgotável misericórdia.

Aceitai, ó Coração Imaculado, esta demonstração de meu fiel carinho e justo reconhecimento, com o firme propósito que faço de ser-vos fiel todos os dias de minha vida, de defender vossa honra quando a veja ultrajada e de propagar com entusiasmo vosso culto e vossas glórias.

(rezar 3 Ave Marias em honra ao poder, sabedoria e misericórdia do puríssimo Coração de Maria, desprezado pelos homens)

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Oração a Nossa Senhora de Sheshan

Oração a Nossa Senhora de Sheshan

Virgem Santíssima, Mãe do Verbo encarnado e Mãe nossa,
venerada com o título de «Auxílio dos cristãos» no Santuário de Sheshan,
para o qual, com devoto afeto, levanta os olhos toda a Igreja que está na China,
vimos hoje junto de Vós implorar a vossa proteção.
Lançai o vosso olhar sobre o Povo de Deus e guiai-o com solicitude materna
pelos caminhos da verdade e do amor, para que, em todas as circunstâncias,
seja fermento de harmoniosa convivência entre todos os cidadãos.

Com o «sim» dócil pronunciado em Nazaré, Vós consentistes
que o Filho eterno de Deus encarnasse no vosso seio virginal
e assim desse início na história à obra da Redenção,
na qual cooperastes depois com solícita dedicação,
aceitando que a espada da dor trespassasse a vossa alma,
até à hora suprema da Cruz, quando no Calvário permanecestes
de pé junto do vosso Filho, que morria para que o homem vivesse.

Desde então tornastes-Vos, de forma nova, Mãe
de todos aqueles que acolhem na fé o vosso Filho Jesus
e aceitam segui-Lo carregando a própria Cruz sobre os ombros.
Mãe da esperança, que na escuridão do Sábado Santo caminhastes,
com inabalável confiança, ao encontro da manhã de Páscoa,
concedei aos vossos filhos a capacidade de discernirem em cada situação,
mesmo na mais escura, os sinais da presença amorosa de Deus.

Nossa Senhora de Sheshan, sustentai o empenho de quantos na China
continuam, no meio das canseiras diárias, a crer, a esperar, a amar,
para que nunca temam falar de Jesus ao mundo e do mundo a Jesus.
Na imagem que encima o Santuário, levantais ao alto o vosso Filho,
apresentando-O ao mundo com os braços abertos em gesto de amor.
Ajudai os católicos a serem sempre testemunhas credíveis deste amor,
mantendo-se unidos à rocha de Pedro sobre a qual está construída a Igreja.
Mãe da China e da Ásia, rogai por nós agora e sempre. Amém!

O dia de oração pela Igreja na China
foi instituído pelo Papa Bento XVI na
“Carta aos católicos da República Popular da China”, em 2007.
O dia é celebrado em 24 de maio.
Para esta ocasião, o Santo Padre escreveu a
“Oração a Nossa Senhora de Sheshan”,
para ser rezada por toda a Igreja.

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Morre Padre Steffano Gobbi.

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Faleceu hoje Padre Gobbi fundador do movimento sacerdotal mariano
NOTA DE FALECIMENTO. Morte de Padre Steffano Gobbi.
Todos nós do Movimento Sacerdotal Mariano estamos de luto pela morte deste ser iluminado que era Padre Gobbi. É com tristeza que recebemos a noticia. Deus o ilumine onde quer que esteja. Vamos continuar o movimento propagando a nossa fé religiosa com Maria.
Padre Gobbi falece em Milão
Por Dom Milton Santos,sdb
29 de junho de 2011
Os Responsáveis farão de tudo para que o corpo esteja em Collevalenza (Itália) para a Missa de corpo presente. Padre GOBBI sempre repetia que o MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO tinha NOSSA SENHORA – o IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – como a FUNDADORA. Portanto, o MSM deve continuar por todo o mundo com o seu vigor que cresce sempre mais.

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FRASES de Santa Edith Stein SOBRE NOSSA SENHORA

”Cada mulher seja uma cópia da Mãe de Deus, seja uma esposa de Cristo, seja uma apóstola do Coração Divino. Todas, então, corresponderão plenamente à sua vocação feminina, independentemente das circunstâncias e das atividades exteriores nas quais realizam as tarefas desenvolvidas”.

”Se Maria é o protótipo da genuína feminilidade, a imitação de Maria deve ser o fim da formação da jovem”.

”A Virgem que guardava no seu coração cada palavra que Deus lhe dirigia, é o modelo das almas atentas nas quais é revivida a oração de Jesus Sumo Sacerdote”.

”A virtude do Espírito Santo cobriu a Virgem Maria enquanto esta, sozinha, rezava e realizou a Encarnação do Redentor”.

”Maria nos gerou segundo a vida da graça, dando-se totalmente, de corpo e alma, para ser a Mãe de Deus”.

”Que possamos voltar o olhar à Mãe de Deus, Maria, nas bodas de Caná. O seu olhar silencioso e perscrutador observa tudo e repara onde falta alguma coisa. E antes que alguém perceba e ocorra algum embaraço, ela já prestou a sua ajuda. Encontra meios e modos, dá as indicações necessárias, e isso tudo em silêncio, sem deixar perceber nada”.

”Maria, hoje permaneci contigo sob a cruz e jamais sentira tão claramente que foi sob a cruz que te tornaste nossa Mãe. Como a fidelidade de uma mãe da terra não escutaria solícita a última vontade do filho?”.
”Maria, tu nos conheces a todos: nossas feridas, nossas chagas, tu conheces também o esplendor celeste que o amor de teu Filho quer difundir sobre nós na claridade eterna. Assim, guia solícita nossos passos”.
                                       Santa Teresa Benedita da Cruz
                                                      (Edith Stein)

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Explicação para algumas invocações à Santíssima Virgem Maria

Tudo em Nossa Senhora conduz-nos a Seu divino Filho, e por meio Dele, à Santíssima Trindade, que é nosso fim último.

Quando não entende-se o real papel de Maria como colaboradora de nossa salvação pessoal, bem como da salvação universal, acha-se que a colocamos no lugar de Cristo. É verdade, Cristo é o ÚNICO Caminho, Verdade e Vida que nos conduz ao PAI, mas as vezes, por nosso descuido, nos perdemos do caminho e precisamos de setas que nos direcionem a voltar para o rumo certo, outras vezes nos enganamos sobre a verdade, escolhendo ilusões que nos abstraem, e necessitamos de uma voz que nos questione, ou mesmo estamos mortos e precisamos de uma mão que nos traga novamente a esperança da vida.

Este auxilio favorável é Maria. Ela não fica conosco, retidos, oh não! Imediatamente Ele nos leva ao Filho. Se Jesus é o Caminho para o Pai, Maria é o caminho até Jesus.

Ora, o próprio Deus traçou este intinerário: DO PAI —-> NOS VEIO O FILHO—-> NASCIDO NO VENTRE DE MARIA—-> QUE VEIO A NÓS. É de se supor que tal estrada feita pelo Filho, vindo do Eterno Pai, seja aquela que devemos fazer ao contrário: NÓS—>INDO POR MARIA—>ATÉ JESUS E POR MEIO DELE–> NOS UNIMOS AO PAI!

Como nos diz São Luis Maria Grinon de Montfort, amar Maria é imitar Jesus, que a amou como nenhum filho jamais soube amar sua mãe, visto que Jesus, sendo Deus, a amava com toda a potencia que um Deus é capaz de amar. Se nós, tão pecadores e limitados em nosso amor, temos tamanho carinho por nossa mãe, da qual chamamos dos mais carinhosos e ternos nomes, o que se dirá de Jesus, o Deus-Amor, como não terá Ele amado sua Mãe? Por mais que tentemos, nunca amaremos Maria como Jesus a amou! Se dizemos que Deus tem um amor especial por cada um de nós, como não terá sido o amor especial de DEUS-FILHO por sua Mãe!

Louvar Maria não diminui quem Deus é, pelo contrário! Imaginemos um artista que esforçou-se por fazer uma obra-prima, e quando esta é exposta no Museu, todos ao contemplá-la ficam extupefactos diante da sua beleza, e começam a exclamar: Que obra magnífica! Belíssima! Perfeita! etc…Acado tal louvor a obra diminui ou aumenta o artista que a fez? Maria é a Obra- prima de Deus, e tudo o que a Nela engrandece quem Deus é.

A graça das graças, de onde vem todos os privilégios de Maria, é ser Mãe de Deus feito Homem. Pelas prerrogativas do Filho, advêm todas as graças da Mãe, pois se conhece a árvore pelo fruto, e Jesus sendo o BENTIDO FRUTO, qual árvore não será Maria Santíssima? Sim, Ela é a bendita árvore que nos deu o bendito Fruto da nossa Salvação: JESUS! De ser Mãe de Deus, Maria é invocada sob diversos aspectos, por isso vamos colocar aqui alguns sgnificados de invocações que são dirigidas à Maria:

ESPELHO DE JUSTIÇA: Justiça aqui entende-se em seu sentido mais amplo de santidade. Nossa Senhora é chamada assim porque Ela é um espelho da perfeição cristã. Toda perfeição se pode admirar Nela, da mesma forma que a luz do sol é refletida num espelho. Jesus é o SOL que é refletido perfeitamente por Sua Mãe Santíssima.

SEDE DA SABEDORIA: Nosso Senhor Jesus Cristo é a Sabedoria, pois sendo Deus, tudo sabe e tudo conhece. Ora, Nossa Senhora durante nove meses encerrou em seu ventre o Divino Filho, a Sabedoria do Pai, que nem o Universo pôde conter.Ela foi portanto a sede da Sabedoria, e continua a sê-lo, pois Nela encontramos infalivelmente a Nosso Senhor.

CAUSA DE NOSSA ALEGRIA: A alegria verdadeira não está somente no riso. Ás vezes, existem pessoas que mesmo rindo demasiadamente não são felizes. A maior alegria que uma pessoa pode ter é salvar-se e estar eternamente com Deus. Ora, antes da vinda de Nosso Senhor, o céu estava fechado para nós, ou seja, não tínhamos acesso a verdadeira felicidade. Foi o sacrifício do Calvário que nos reconciliou com Deus e nos abriu o céu e a verdadeira alegria novamente. Como foi por meio do sim de Maria que o Redentor veio a Terra, Maria Santissima é portanto causa de nossa maior alegria.

VASO ESPIRITUAL: Nada tem mais valor do que a verdadeira Fé. Na Paixão e Morte de Nosso Senhor, quando até mesmo os Apóstolos fugiram, duvidaram e o trairam, foi Nossa Senhora quem recolheu e guardou, como num vaso sagrado, o insigne Tesouro da Fé em Jesus.

VASO HONORÍFICO: Em nosso tempo, a honra quase não é considerada. Pelo contrário, muitas vezes a falta de caratér é louvada como virtude. Mas a honra vale muito aos olhos de Deus. Nossa Senhora guardou cuidadosamente todas as graças que recebeu de Deus, e manteve a honra do gênero humano decaído. Se não tivesse existido Nossa Senhora, ficaria faltando na criação quem representasse a perfeição da criatura, feita por Deus sua imagem e semelhança, fiel até o extremo heroísmo.

VASO INSGNE DE DEVOÇÃO: Devoto quer dizer dedicado a Deus.A criatura que mais dedicou-se e viveu em função de Deus foi Nossa Senhora, tendo-o feito de forma tal, que nunca existiu nem nunca existirá quem o faça como Ela.

ROSA MÍSTICA: A rosa é a rainha das flores. É aquela que possui de forma mais definida e esplêndida tudo quanto caracteriza uma flor. Igualmente, Nossa Senhora, no campo da vida espiritual ou mística, possui de forma mais esplendorosa tudo o que caracterisa a perfeição espiritual.

TORRE DE DAVI: Lemos na Sagrada Escritura que o Rei Davi tomou a fortaleza de Jerusalém dos Jebuseus e edificou a cidade em torno dela. Naturalmente o Rei Davi fortificou a cidade para que esta ficasse inexpugnável, a dotou de forte guarnição. A Igreja Católica é a Nova Jerusálem, e nela temos uma torre ou fortaleza que nenhum inimigo pode invadir ou destruir, que é Nossa Senhora. Ela constitui nosso ponto de maior resistencia e melhor defesa contra os ataques do inimigo da nossa salvação.Por isso nesta invocação honramos a Nossa Senhora, reconhecendo que nunca houve, nem nunca haverá quem melhor defenda os fieis e defenda a honra de Deus que Ela.

TORRE DE MARFIM: O marfim é um material que tem características raras na natureza. Ele é ao mesmo tempo muito forte e muito claro. Igualmente Nossa Senhora é muito forte espiritualmente, a maior inimiga dos inimigos de Deus, e de uma pureza alvíssima. Assim Ela contraria a ideia falsa de que as coisas de Deus são puras mas fracas, e as coisas impuras do mundo são fortes. Fortaleza, doçura e pureza encontram-se nesta criatura que é reflexo da Força e Pureza de Deus.

CASA DE OURO: O ouro é o mais precioso dos metais. Por isso quando desejamos dar algo de inestimável valor, a oferecemos em ouro- uma medalga de ouro numa competição, por exemplo. Se Deus quisesse habitar numa casa, a teriamos que fazer de uma forma inestimável, logo na terra o que mais teria dignidade seria o ouro. Mas o próprio Deus escolheu para si Maria, que tornou-se a Casa de ouro que acolheu o Salvador em seu ventre.

ARCA DA ALIANÇA: No Antigo Testamento, na arca da aliança ficavam guardadas as tábuas da Lei dadas por Deus a Moisés e  um punhado de maná dado milagrosamente ao povo no deserto.Por isso lembrava as promessas e a proteção de Deus. Nossa Senhora é, no Novo Testamento, a Arca da Aliança, que trouxe em Si a Salvação e o Maná do Céu, Jesus Cristo, e é por assim dizer aquela que proteje o povo eleito e lembra as infinitas misericórdias de Deus para conosco.

PORTA DO CÉU: Nossa Senhora é invocada desse modo, pois foi por meio Dela que o Céu, Jesus Cristo, veio à Terra, e é por meio Dela que nos vêm todas as graças, visto que a graça das graças que é o próprio Cristo, nos veio por seu intermédio. Então através desta Porta nós temos acesso as graças que nos levam ao Céu. Assim ela favorece nossa entrada na Eterna Morada como uma porta favorece a nossa entrada num local.

ESTRELA DA MANHÃ: Pouco antes do nascer do Sol, quando a escuridão é maior e antes de clarear, aparece no horizonte uma estrela de maior claridade. Depois, quando as outras estrelas desaparecem sob a claridade da aurora, ela ainda permanece. Assim foi Nossa Senhora, pois seu nascimento significou que logo nasceria para o mundo o SOL DA JUSTIÇA, que é Jesus. E quando a Fé se perdia na escuridão até entre o povo eleito, Ela continuava a esperar e acreditar.Ela é modelo de perseverança na Fé e anúncio da Luz que virá.

Temos assim, resumidadmente o significado de algumas invocações a Nossa Mãe do Céu. Que elas ajudem a que você ame ainda mais nossa mãezinha. Termino com a famosa oração de São Bernado a Virgem Maria:

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa protecção, implorando o vosso auxílio, e reclamando o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, ó Virgem das virgens, como à Mãe recorro e de vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus, mas dignai-vos de as ouvir propícia e me alcançar o que vos rogo. À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.

 

Fonte:http://filhosdamisericordia.blogspot.com/2011/04/explicacao-para-algumas-invocacoes.html

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Súplica ao Papa Bento XVI por um Ano Mariano em 2012-2013

A Sua Santidade Papa Bento XVI

Beatissime Pater,
No desejo de contribuir com a santificação dos cristãos e com a Nova Evangelização, vimos suplicar a Vossa Santidade a graça da proclamação de um Ano Mariano em 2012-2013.

Sugerimos esta data por ela marcar os 25 anos do último Ano Mariano proclamado pelo Servo de Deus João Paulo II e por comemorar os 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luis Maria Montfort, obra tão amada e recomendada pelo próprio Servo de Deus João Paulo II.

Somos testemunhas dos frutos de graça e santidade que a proclamação do Ano Sacerdotal, feita por Vossa Santidade, fez brotar para a Igreja do mundo inteiro. Por esta razão, sugerimos humildemente que um Ano Mariano poderia ser uma grande oportunidade para reavivar a Devoção a Toda Santa Mãe de Deus no coração dos fiéis e propagar a prática da “Consagração Total a Jesus por Maria”, como é ensinado pelo próprio São Luis, e como o Servo de Deus João Paulo II viveu e testemunhou.

Voltamo-nos a Vossa Santidade, com confiança, exercendo o que pensamos ser o nosso deve de manifestar aos nossos Sagrados Pastores os nossos anseios e necessidades espirituais (cf. cân. 212).

Aproveitamos a ocasião para manifestar a Vossa Santidade nossa mais completa fidelidade e devoção filial.

Convidamos a assistir ao vídeo do reverendíssimo Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
(Arquidiocese de Cuiabá-MT), a respeito desta Petição

 

Fonte: www.padrepauloricardo.org

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Ano Mariano 2012-2013

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Penso que seja extremamente oportuna a iniciativa do meu querido irmão, padre Rodrigo Maria, de suplicar ao Papa Bento XV a graça de um novo Ano Mariano para 2012-2013.

Tenho ainda na lembrança as graças imensas que pude colher do Ano Sacerdotal, que vivemos por ocasião do aniversário de 150 anos da morte de São João Maria Vianney (Padroeiro dos Párocos), e que proporcionou muitíssimos frutos de conversão na vida de tantos padres.

Um novo Ano Mariano, de 2012-13, recordando os 25 anos do último ano mariano proclamado pelo servo de Deus o Papa João Paulo II e comemorando os 300 anos do “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem” de São Luís Maria Montfort seria um verdadeiro tempo de graça para a Santa Igreja de Deus.

O Ano Mariano em 2012 seria uma grande oportunidade de reavivar a devoção a nossa Mãe Santíssima no coração dos católicos e propagar a prática da consagração total a ela, como é ensinado pelo próprio São Luís.

Seria uma forma muito prática de responder aos apelos que a Virgem Santíssima fez em Fátima (1917): “Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Coração Imaculado. (…) Se fizerdes o que vos digo, muitas almas se salvarão e terão paz”.

Pois como diz o próprio São Luís: “Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio Dela que Ele deve reinar no mundo. (…) Por Ela Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele (“Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, n. 1; 85).

Por essas razões, gostaria de me unir a essa iniciativa do padre Rodrigo Maria e convidar você, caríssimo irmão e irmã, a enviar também a sua carta ao Santo Padre Bento XVI. (Modelo da carta)

Endereços para onde a carta pode ser enviada

As cartas em súplica ao Sumo Pontífice também podem ser enviadas para os seguintes endereços:

-Secretario do Papa – Mons. Geog Ganswein
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano.

- Apostolic Palace
Via del Pellegrino
Ciita del Vaticano
Vatican City State, 00120 Europe
phone: 0011.3906.698810.22

email: av@pccs.va
fax:011.3906.6988.53.73

As cartas devem ser escritas em nome próprio e/ou no nome da comunidade ou grupo ao qual você pertence, pode ser a mesma que enviamos ou uma outra.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
Fonte: http://padrepauloricardo.org/

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A Anunciação do Senhor

A Anunciação do Senhor é assim chamada porque no dia agora comemorado um anjo anunciou a vinda do Filho de Deus na carne. Por três razões convinha que a encarnação do Filho de Deus fosse precedida por um anúncio, que foi feito pelo anjo.
1) Para que a ordem da reparação correspondesse à ordem da prevaricação. Assim como o diabo tentou a mulher para levá-la à dúvida, da dúvida ao consentimento, e do consentimento à queda, o anjo anunciou à Virgem para estimular sua fé e levá-la da fé ao consentimento e do consentimento à concepção do Filho de Deus.
2) Por causa do ministério do anjo, porque sendo o anjo ministro e escravo do Altíssimo, e tendo a bem-aventurada Virgem sido escolhida para mãe de Deus, era sumamente conveniente que o ministro servisse à senhora e era justo que a Anunciação fosse feita à bem-aventurada Virgem pelo ministério de um anjo.
3) Para reparar a queda do anjo. Se a Encarnação não teve como único objetivo reparar a queda do homem, mas também reparar a ruína do anjo, os anjos não deveriam ser dela excluídos. Como a mulher não está excluída do conhecimento do mistério da Encarnação e da Ressurreição, o mesmo deveria ser do conhecimento do mensageiro angélico. Por isso Deus anunciou ambos os mistérios à mulher por intermédio de um anjo: a Encarnação à Virgem Maria, e a Ressurreição a Maria Madalena.
A bem-aventurada Virgem ficou dos três aos quatorze anos de idade no Templo, junto com outras virgens, e fez voto de castidade até que Deus dispusesse de outro modo. Conforme está detalhadamente relatado na história da natividade da bem-aventurada Maria, José tomou-a como esposa após ter recebido uma revelação divina e após seu ramo ter florescido. A fim de tomar providências para seu casamento, José foi a Belém, onde nascera, enquanto Maria retornava para a casa de seus pais, em Nazaré, nome que significa “flor”. Comenta São Bernardo: “a flor quis nascer de uma flor, em uma flor, e na estação das flores”.
Foi lá, portanto, que o anjo apareceu a ela e a saudou dizendo: “Salve, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendita entre as mulheres”. São Bernardo explica: “o exemplo de São Gabriel e o movimento de São João [Batista] convidam-nos a saudar Maria, para nosso benefício”.
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A anunciação do anjo São Gabriel
Mas convém agora buscar os motivos pelos quais o Senhor desejou que sua mãe se casasse. São Bernardo dá três razões: “foi preciso que Maria se casasse com José porque assim o mistério ficava oculto aos demônios, porque o esposo comprovava a virgindade dela,e porque o pudor e a reputação da Virgem ficavam resguardados”. A isso podemos acrescentar outras razões:
1. Para fazer com que fosse apagada a desonra nas mulheres de qualquer condição, solteiras, casadas e viúvas, tríplice condição pela qual a própria Virgem passou.
2. Para que pudesse receber serviços de seu esposo.
3. Para ser uma prova da importância do casamento.
4. Para estabelecer para o filho a genealogia do marido.
Por isso o anjo disse: “Salve, cheia de graça”. São Bernardo, explicando tais palavras, diz que “a graça da divindade está em seu seio, a graça da caridade em seu coração, a graça da afabilidade em sua boca, a graça da misericórdia e da generosidade em suas mãos”. E acrescenta que “Ela é verdadeiramente cheia de graça, pois de sua plenitude todos os cativos recebem redenção; os doentes, cura; os tristes, consolação; os pecadores, perdão; os justos, graça; os anjos, alegria; enfim, toda a Trindade, glória; o Filho do homem, a natureza humana”. “O Senhor está contigo” – explica São Bernardo – significa que “contigo está o Senhor enquanto Pai, que gerou Aquele que concebeste, enquanto Espírito Santo, do qual concebeu, enquanto Filho, que se revestiu de tua carne”. Bendita entre as mulheres significa que: “acima de todas as mulheres, porque sereis mãe e virgem, e mãe de Deus”.
As mulheres estavam sujeitas a uma tríplice maldição: a da desonra, a da maldição, e a do suplício. A da desonra atingia as que não concebiam, e assim Raquel dizia: “O Senhor me tirou do opróbrio em que estive”; a do pecado recaía nas que concebiam, daí o salmo dizer que “fui concebido em iniqüidade”; a do suplício afligia as parturientes, conforme está no Gênesis: “terás filhos com dor”. Somente a Virgem Maria é bendita entre todas as mulheres, pois sua virgindade está unida à fecundidade, sua fecundidade à santidade na concepção e sua santidade à alegria no parto. Ela é cheia de graça, pelo que diz São Bernardo, por quatro razões que fulguravam em seu espírito a devoção da humildade, o respeito ao pudor, a grandeza da fé e o martírio do seu coração.
O anjo acrescentou: “o Senhor está contigo” por quatro razões, que do Céu resplandeceram em sua pessoa, ainda conforme São Bernardo: a santificação de Maria, a saudação angélica, a vinda do Espírito Santo, a Encarnação do Filho de Deus. Disse também: “Bendita entre as mulheres” por quatro outros privilégios que, segundo São Bernardo, resplandeceram em sua carne: rainha das virgens (virgindade absoluta), fecundidade sem corrupção, gravidez sem incômodos, e parto sem dor.
“Ao ouvir tais palavras do anjo, ficou perturbada e refletiu sobre o significado daquela saudação”. Ao ouvir o elogio, a Virgem ponderou sobre ele; afetada na sua modéstia, ficou calada; tocada no seu pudor, pensou com prudência o que significava aquela saudação. Ela ficou perturbada pelas palavras do anjo, não pela sua aparição, porque a bem-aventurada Virgem vira anjos com freqüência, porém nunca os tinha ouvido falar daquele jeito. Pedro de Ravena comentou: “a anjo era de aparência doce mas de palavras impressionantes, daí ela o ter visto com júbilo e ouvido com apreensão”. Segundo São Bernardo, “a perturbação que ela sentiu foi resultado de seu pudor virginal, e se ela não ficou mais perturbada isso deveu-se à força de alma, que a levou a calar e refletir, dando prova de prudência e discrição”.
E então o anjo tranqüilizou-a, dizendo: “não temas, Maria, tu encontraste a graça junto ao Senhor”. São Bernardo comenta: “encontrou graça de Deus, a paz dos homens, a destruição da morte, a reparação da vida”. “Eis que tu conceberás e darás à luz um menino a quem chamarás Jesus isto é, Salvador, pois Ele salvará o povo de seus pecados. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo”. Diz São Bernardo que “isso significa que aquele que é grande como Deus será também grande homem grande doutor, grande profeta”. Então Maria perguntou ao anjo: “Como será isso possível, se não conheço homem?”, isto é, se não me proponho a conhecer? Ela foi virgem de espírito, de carne e de intenção.
No entanto Maria interroga; ora, quem interroga tem dúvida. Por que então ela não foi, como Zacarias, castigada pela mudez? A esse respeito Pedro de Ravena dá quatro razões:
Quem conhece os pecadores considera não apenas as palavras, mas o fundo de seus corações, julga não o que disseram, mas o que sentiam. A causa que os levou a interrogar foi diferente, e o que esperavam não eram a mesma coisa. Maria acreditou no que ia contra natureza, Zacarias duvidou pela natureza. Ela quis saber como as coisas aconteceriam, ele negou serem possíveis as coisas que Deus queria fazer. Ele, apesar de existirem exemplos anteriores, não teve fé; ela, sem tais exemplos, a teve. Ela ficou admirada de uma virgem dar à luz, ele contestou a concepção. Portanto ela não duvida do fato, mas apenas indaga sobre seu modo e suas circunstâncias, porque como há três modos de concepção – o natural, o espiritual e o maravilhoso – ela se pergunta sob qual deles conceberia.
E o anjo respondeu: “o Espírito Santo virá sobre ti, e Ele mesmo te fará conceber”.
Diz-se que Cristo foi concebido do Espírito Santo por quatro razões:
1. Mostrar que é pela inefável caridade divina que o Verbo de Deus se fez carne, conforme diz João: “Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único”. Esta explicação nos é dada pelo Mestre das Sentenças.
2. Mostrar que foi uma graça concedida sem que para isso houvesse algum merecimento por parte dos homens. Essa razão é dada por Santo Agostinho.
3. Mostrar que foi por poder e obra do Espírito Santo que Ele foi concebido. Essa explicação é da autoria de Ambrósio.
4. Hugo de São Victor diz que o motivo da concepção natural é o amor do marido pela esposa, e da esposa pelo marido: “ocorreu o mesmo com a Virgem, pois o amor que ela tinha ao Espírito Santo ardia singularmente em seu coração, enquanto o amor do Espírito Santo a ela operava maravilhas em seu corpo”.
“E a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra”. Segundo a Glosa, isso quer dizer que a sombra é naturalmente formada por um corpo colocado no caminho da luz, e como a Virgem, por sua natureza humana, não podia receber a plenitude da divindade, “a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” significa que nela a luz incorpórea da divindade assumiu a humanidade do corpo a fim de que Deus pudesse sofrer. São Bernardo parece aceitar esta explicação quando diz: “Como Deus é espírito e como na verdade somos o corpo de sua sombra, Ele veio entre nós para que por meio da carne vivificada víssemos o Verbo na carne, o sol na nuvem, a luz na lâmpada, a vela no castiçal”. São Bernardo, ainda comentando a mesma passagem, afirma:
É como se o anjo dissesse que o modo pelo qual tu conceberás Cristo do Espírito Santo será ocultado pela sombra do poder de Deus em seu asilo mais secreto, para que seja conhecido apenas por Ele e por ti. É como se o anjo dissesse: “Por que me perguntas o que saberás por experiência própria? Tu saberás, saberás, felizmente saberás, mas por intermédio daquele que ao mesmo tempo será teu professor e teu autor. Fui enviado para anunciar a concepção virginal, não para criá-la”. Aquela frase pode ainda indicar que ele a cobrirá com sua sombra, isto é, extinguirá o ardor do vício.
“Eis que tua prima Isabel concebeu um filho na velhice”. O anjo disse isso para contar que ocorrera uma grande novidade na vizinhança. Segundo São Bernardo, a concepção de Isabel foi anunciada a Maria por quatro motivos. O primeiro, aumentar sua alegria; o segundo, aperfeiçoar seu conhecimento; o terceiro; melhorar sua doutrina; o quarto, possibilitar sua misericórdia.
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“Eis aqui a escrava do Senhor, que se faça comigo
segundo a tua palavra”
Sobre tudo isso, São Jerônimo disse:
A gravidez da prima estéril foi anunciada a Maria para que um milagre somado a outro milagre juntasse alegria a uma outra alegria. Ou então, porque era conveniente que a Virgem soubesse pela boca de um anjo, e não pela de um homem, a novidade que devia estar sendo divulgada por toda parte, a fim de que a mãe de Deus não ficasse afastada das coisas de seu filho, não permanecesse na ignorância de acontecimentos tão próximos. Ou ainda, porque sabendo da vinda tanto do Salvador quanto do Precursor, sabendo do momento e do encadeamento dos fatos, poderia posteriormente revelar a verdade a escritores e pregadores do evangelho. Ou, por fim, para que conhecendo a gravidez de sua prima já idosa, a jovem a pudesse ajudar, e permitir ao pequeno profeta João prestar homenagem ao Senhor, ocorrendo, diante de um milagre, um milagre ainda mais admirável.
Mais adiante São Bernardo acrescentou: “Ó Virgem, respondei logo. Ó minha senhora, dizei uma palavra e recebei a Palavra, proferi uma palavra e recebei a palavra divina, dizei uma palavra transitória e recebei a eterna. Levantai-vos, correi, abri. Levantai-vos para demonstrar vossa fé, correi para mostrar vossa devoção, abri para exibir uma marca de vosso consentimento”.
Então Maria, estendendo as mãos e erguendo os olhos para o Céu, disse: “Eis aqui a escrava do Senhor, que se faça comigo segundo tua palavra”. São Bernardo explica: “Conta-se que uns receberam o Verbo de Deus no ouvido, outros na boca, outros na mão. Quanto a Maria, recebeu-a no ouvido pela saudação angélica, no coração pela fé, na boca pela confissão, na mão pelo tato, no ventre pela Encarnação, no seio pelo sustento, nos braços pela oferenda”. “Que se faça comigo segundo tua palavra”. São Bernardo continua: “Que ele seja feito em mim não como palavra vazia e declamatória, nem como alegoria, nem como sonho imaginário, mas como inspiração silenciosa, personalidade encarnada que habita corporalmente em minhas entranhas”. Imediatamente o Filho de Deus foi concebido no seu ventre como Deus perfeito, homem perfeito e, desde o primeiro dia de sua concepção, tinha a mesma sabedoria e o mesmo poder de quando alcançou a idade de trinta anos.
“Então Maria partiu, foi para a casa de Isabel nas montanhas, e ao ouvir sua saudação João [Batista] estremeceu no ventre da mãe”. Diz a Glosa que como ele não podia fazê-lo com a língua, demonstrou por movimento sua alegria e começou assim sua função de Precursor. Ela ajudou sua prima durante três meses, até o nascimento de São João [Batista], que ela ergueu com suas mãos, como se lê no Livro dos Justos. Ao longo tempos Deus sempre realiza nesse dia grande número de maravilhas, contadas por um poeta nos belos versos:
Salve, dia festivo, remédio de nossos males,
No qual o anjo foi enviado, Cristo crucificado,
Adão criado e caído no pecado,
Abel ofertou dízimo generoso, e foi morto pelo irmão invejoso,
Melquisedeque ofereceu sacrifício, Isaac subiu ao altar,
O bem-aventurado Batista foi decapitado,
Pedro chorou, e Tiago sob Herodes pereceu.
Muitos santos ressuscitaram com Cristo,
O bom ladrão foi por Cristo perdoado. Amém.
O lírio com as palavras “Ave Maria”
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A visita de Nossa Senhora a Santa Isabel
Um nobre e rico soldado, tendo renunciado à vida no mundo secular ingressou na Ordem Cisterciense, mas como não era letrado os monges não ousaram colocar tão nobre personagem entre os irmãos leigos, e então deram-lhe um mestre, esperando que aprendesse algo para poder assim continuar entre eles. No entanto, o mestre não foi capaz de lhe ensinar nada além de duas palavras, Ave Maria, as quais ele memorizou com tal amor que as repetia a todo instante, onde quer que estivesse, seja o que for que estivesse fazendo. Depois de morrer foi sepultado, e em seu túmulo nasceu um magnífico lírio, em cujas folhas estavam escritas em letras douradas as palavras Ave Maria. Todos correram a contemplar tão grande espetáculo, e tirando a terra do túmulo viram que a raiz do lírio partia da boca do morto. Entenderam então que com tal prodígio Deus quis honrar quem tinha tanta devoção ao pronunciar aquelas duas palavras.
Efeito protetor da saudação a Maria
Um cavaleiro, cujo castelo ficava junto a uma estrada, espoliava sem piedade os transeuntes, mas cotidianamente saudava a Virgem Mãe de Deus, e nunca se passava um dia sem que ele realizasse a saudação. Certo dia um santo religioso passou por ali e o cavaleiro mandou que o espoliassem, mas o santo homem rogou aos assaltantes que o conduzissem até seu senhor porque tinha certos segredos a lhe comunicar. Levado diante do guerreiro, pediu-lhe que reunisse todas as pessoas da sua família e de seu castelo para lhes pregar a palavra de Deus.
Quando todos estavam reunidos, o religioso disse: “Não estão todos aqui: ainda falta alguém”. Como lhe assegurassem de que todos já estavam ali, ele insistiu: “Olhem bem, e verão que falta alguém”. Então um deles percebeu que o camareiro não viera. O religioso disse: “Sim, é ele quem está faltando”. Logo mandaram buscá-lo, mas ao ver o homem de Deus ele virava os olhos de forma horrível, agitava a cabeça como louco e não ousava aproximar-se. O santo homem falou: “Eu te conjuro, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, a nos dizer quem és e a revelar diante de todos o motivo de ter vindo aqui”. E o camareiro respondeu:
Ai de mim! É por ter sido conjurado e forçado que revelo que não sou um homem, mas um demônio que tomou o aspecto humano, permanecendo assim catorze anos sob este senhor. Nosso príncipe mandou­me aqui para observar com atenção o dia em que ele não viesse a recitar a saudação à sua Maria, a fim de então me apoderar dele e estrangulá-lo sem demora, pois morrendo sob o efeito de suas ações más ele seria nosso. Mas como todos os dias ele dizia a saudação, não pude exercer poder sobre ele. Dia após dia eu o vigio com cuidado, e ele não passou sequer um dia sem saudá-la.
Ouvindo isso, o cavaleiro foi tomado de grande pavor, jogou-se aos pés do homem de Deus, pediu perdão, e a partir desse dia mudou seu modo de viver. O santo homem disse ao demônio: “Eu te ordeno, demônio, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sai daqui e nunca mais vá a um lugar onde alguém invoque a gloriosa mãe de Deus”. Imediatamente o demônio desapareceu, e com respeito e gratidão o cavaleiro deixou o santo homem partir.

Fonte: Arautos do Evangelho



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Nossa Senhora Divina Pastora

Nossa Senhora Divina Pastora (também invocada sob os nomes de Divina Pastora das Almas, Mãe Divina Pastora ou ainda Mãe do Bom Pastor) é um dos muitos títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Bem-aventurada Virgem Maria, sendo, sob essa invocação, particularmente cultuada em Portugal, Espanha e América Latina.

Imagem da Divina Pastora venerada no Convento dos Capuchinhos de El Pardo (Madrid)

As origens da devoção a Nossa Senhora Divina Pastora são imprecisas, mas as primeiras manifestações surgem no século XVIII. Existem referências à Virgem Maria vestida de pastora na vida de São João de Deus, de São Pedro de Alcântara, da Venerável Maria de Jesus de Ágreda e de Santa Maria das Cinco Chagas.

Inicialmente chamada de “Virgen Zagala” (que significa: “a pastora que cuida do seu rebanho”), esta invocação simboliza uma mãe que cuida de seus filhos. No entanto, a invocação mariana de Nossa Senhora Divina Pastora começou a tornar-se mais conhecida a partir da cidade de Sevilha, em Espanha. De acordo com a tradição, a Virgem Maria terá aí aparecido no dia 8 de Setembro de 1703 – data na qual se comemora a festa da Natividade de Nossa Senhora. Ela ter-se-á revelado sentada numa rocha, vestida como uma pastora e num local onde pastavam algumas ovelhas. Desde logo, um conhecido frade capuchinho, Frei Isidoro, tornou-se num grande divulgador desta devoção (tendo mesmo solicitado a um pintor da Escola Pictórica de Sevilha, Alonso Miguel de Tovar, que fizesse a primeira representação da Virgem Maria sobre esta invocação).

Divina Pastora de Málaga, esculpida por José Montes de Oca no século XVIII.


Posteriormente, o artista Francisco Ruiz Gijón esculpiu a primeira imagem em tamanho natural da Divina Pastora. Essa imagem foi levada na sua primeira procissão, em Outubro de 1705, com grande solenidade, até à Igreja Paroquial de Santa Marina e na qual foi desde logo constituída a “Irmandade Primitiva do Rebanho de Maria” (a primeira Irmandade dedicada a Nossa Senhora Divina Pastora). As autoridades eclesiásticas acabaram por aprovar o culto em 1709, tendo também autorizado a criação das várias Irmandades da Divina Pastora (e a uma das quais o próprio Rei de Espanha se associou).

Propagação


A partir de 1705 começou a propagar-se por todo o território do Reino de Espanha e da América Latina esta invocação mariana. Nesse aspecto, teve um importante papel o Beato Digo José de Cádiz.

Tendo em consideração a enorme propagação do culto a Nossa Senhora Divina Pastora no sul de Espanha, além da cidade de Sevilha, também Cantillana, Málaga, Santa Marina e Cádiz se tornaram importantes lugares de veneração à Santíssima Virgem Maria sob esta invocação.

Na América Latina, o principal santuário da Divina Pastora é o da Ilha da Trindade, nas Antilhas.

Este culto chegou também à Venezuela, através dos Frades Menores Capuchinhos, por volta do ano 1778. Na Venezuela, o culto a Nossa Senhora Divina Pastora atingiu tal proporção que até se utiliza a expressão “Ó Divina Pastora, a Venezuela é Tua!”, tendo-se tornado na padroeira do Estado de Lara[4]. Já no Brasil até existe, no estado de Sergipe, uma cidade chamada Divina Pastora, elevada a vila em 1836, e cuja Igreja Matriz é dedicada a Nossa Senhora sobre esta invocação. Por curiosidade, o famoso pintor Cândido Portinari executou um belo fresco da Divina Pastora para a casa de campo do Barão de Saavedra em Correias, município de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro.

Oração à Nossa Senhora Divina Pastora

“Oh Divina Pastora, levai-me a Jesus , o Bom Pastor, para que nada me falte. Fazei-me repousar em verdes pastagens. Conduzi-me junto às águas refrescantes. Restaurai as forças de minha alma. Levai-me pelos caminhos retos, por amor ao nome de Jesus. Ainda que atravesse o vale escuro, que eu nada tema, pois estais comigo. Que o Vosso cajado seja meu amparo. Amém !”

Fonte: Títulos Marianos.

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