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Maria, o lindo sonho de Deus
Publicado por eribelton em Artigos, Ave-Maria, O Cântico de Maria, Pregações em março 6, 2011
- Neste Fórum temos falado sobre o fogo de Deus. Hoje eu gostaria de falar sobre como este fogo pode ser vivido dentro de nós, na nossa humanidade, na nossa vida, como um homem e uma mulher inteiros, na nossa história, no nosso espírito, no nosso amar, no nosso agir, no nosso ser. Porque esse fogo, para se espalhar sobre a terra, precisa primeiro se espalhar em mim. Para que esse fogo possa queimar a Terra, precisa primeiro queimar em mim, arder em mim, purificar aquilo que sou.
Falaremos disso através da mediação da pessoa que mais inteiramente correspondeu ao desejo de Deus de trazer o fogo sobre a Terra: Na verdade, ninguém trouxe o fogo sobre a Terra como Nossa Senhora!
O livro do Gênesis fala que a Terra era sem forma e vazia. E a primeira coisa que Deus criou foi a luz. Fogo e luz, na Bíblia, estão muito relacionados. E a cada nova criação, se completava um dia, e a cada nova aurora Ele recomeçava a criação nesse hino litúrgico que é o capítulo 1 do Gênesis.
A última criação de Deus foi o homem e a mulher. Ele entregou o homem à mulher e a mulher ao homem para que vivessem um relacionamento de reciprocidade, para que se amassem e se doassem um ao outro como um auxílio de felicidade. O homem ama a mulher, se entrega por ela, se dá para que ela seja feliz e a mulher ama o homem, se entrega a ele e se doa para o homem ser feliz. Dessa forma eles estariam reproduzindo na Terra a mesma doação que a Trindade tem em si. O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus para este tipo de amor, que tem o seu parâmetro na Trindade. É assim que a Trindade ama, é assim que devemos nos amar.
Quantos tipos de amor existem no mundo? Só um. Só existe o amor de Deus. Só o amor de Deus é amor! E esse amor de Deus se expressa de formas diferentes: no casamento, no celibato, entre irmãos espirituais de sangue, no sacerdócio, entre amigos. É o amor de Deus que se expressa de modos diferentes, mas é sempre o mesmo amor.
E o homem era muito feliz! Tudo era dia, no sentido de que no coração humano brilhava o fogo do amor. Quanto mais o homem amava a mulher, mais este fogo brilhava nele. Quanto mais a mulher amava o homem, mais este fogo brilhava nela e mais os dois viviam em intimidade com Deus. A intimidade com Deus reside no amar, no orar para amar, no orar para ser amor, no orar para amar o irmão.
Uma promessa
Até que sobre a terra o aconteceu o pecado de origem, o primeiro pecado. E se estabeleceu no coração do homem a treva mais densa que pode existir. Mas Deus, na sua misericórdia, fez uma promessa: “Colocarei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela”. Ou seja, Deus prometeu que criaria uma mulher que essa mulher seria novamente condutora da luz, seria a aurora, seria aquela que traria a luz, aquela que anunciaria e que traria a luz. E a partir desse momento, Nossa Senhora passou a existir como profecia.
Muitos e muitos séculos antes dela nascer, Nossa Senhora foi anunciada pelo próprio Deus e se tornou uma profecia. O mundo será salvo e a salvação virá através de uma mulher. Diz o Papa João Paulo II, na carta Mulheris Dignitatem, que é aí que reside a dignidade da mulher. A dignidade mais alta da mulher reside no fato de ela ter sido aquela por quem, ou por cuja raça, ou por cuja irmã, que é Maria, veio à Terra o próprio Deus. Daí, Nossa Senhora começa a ser essa aurora, não tão bem entendida pelos que viviam naquela época, porém sempre esperada, sempre anunciada.
“Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e esse filho será o Emanuel, o Deus conosco”. Os que viviam naquela época não entendiam, mas sabiam que o messias viria através de uma mulher. Nossa Senhora foi profetizada como o sonho lindo de Deus.
Na promessa divina Nossa Senhora vai avançando como a aurora, brilhando como a lua, precedendo o sol – isso contagia a todos nós! Precedemos a Jesus, vamos como anunciadores e profetas, com a nossa vida, sendo aurora para Jesus.
Nossa Senhora e o fogo
E nas várias ocasiões em que a Palavra de Deus usa o fogo podemos já ver Maria. Como não veríamos Maria grávida na imagem da sarça ardente, cheia de fogo, que queima sem consumir? Como não poderíamos ver em Maria grávida, o brilho deste Deus que é o “Eu Sou”, o “Deus Iahweh”? Quando Jesus foi encarnado, no seio de Maria, a chama viva do amor de Deus passou a viver no seio dela. E Nossa Senhora, com toda a certeza, brilhava, queimava de amor.
Como não veríamos Nossa Senhora na coluna de fogo que guiava o povo de Israel nas noites no deserto? Essa que é aurora do novo sol, é coluna de fogo que vai conduzindo, no deserto, o povo de Deus. na escuridão do deserto, no dia eles viam a nuvem, à noite viam a coluna de fogo. Como posso olhar para Maria e não ver dentro dela o incêndio de amor causado pela presença de Deus na sua alma, no seu corpo, na sua feminilidade, no seu serviço e nos seus atos de amor? De maneira especial, como não ver a coluna de fogo em Maria, de pé, aos pés da cruz? É a coluna que indica: “Eis o salvador, eis o caminho”. Do mesmo modo que a coluna de fogo foi guiando o povo através do deserto, nas noites escuras e muito frias do deserto, onde a coluna de fogo andava, também andava o povo; também Maria de pé, aos pés de Jesus que agoniza, Maria se estica e se torna então a consoladora, o amor que se dá, o amor que pensa mais na dor do outro do que na sua dor.
Também temos de ver o mistério de Nossa Senhora no carro de fogo de Ezequiel. Aquele carro que Ezequiel nunca conseguiu descrever de maneira física, mas como um mistério de amor, de entrega e de salvação.
Como nós não veríamos Nossa Senhora como a mulher louvor, na fornalha ardente? Essa fornalha que arde sem queimar e enche de dança os três jovens e o anjo. Quando olhamos para o Magnificat, com o coração, com o corpo, com a alma em chamas de amor e de gratidão, Nossa Senhora também dança, glorifica, canta os louvores de Deus, ardendo sem se queimar.
Podemos ainda ver Nossa Senhora no fogo que queima o sacrifício de Elias e que destrói a idolatria. Sabemos que pelo amor de união e pelo poder de intercessão que Deus deu a Nossa Senhora ela acaba a idolatria.
Como não veríamos Nossa Senhora como a mulher oração diante do fogo que queimava no Templo, diante do santo dos santos, o fogo perpétuo?
Nossa Senhora é também a mulher acolhida no fogo do lar. Nossa Senhora é a mulher oração, é a mulher aurora, é a mulher louvor, é a mulher com poder de intercessão, a mulher aos pés da cruz e é também a mulher acolhimento, aquela que acolhe no fogo do lar. No lar de Nazaré sempre havia fogo, porque sempre chegava alguém – um parente, um amigo – então, sempre havia pão quente. Era, portanto, uma casa quente, uma casa pronta para servir. Como o lar de Abraão e Sara, quando que fizeram pão para os anjos; como o de Marta e Maria, que acolhiam Jesus com dois fogos diferentes, mas ambos muito eficazes: Marta com o fogo do fogão e Maria com o fogo do coração.
Há uma passagem de Baruc 3 que diz assim: “Brilham as estrelas no céu, tu as olha e as chama: ‘Senhor!’ e elas pronta e alegremente dizem: ‘Eis-me aqui’”. Como vocês sabem, a estrela também é fogo e é impossível não vermos Maria nas estrelas do céu, às quais o Senhor sustenta e para as quais o Senhor olha e chama, e elas, felizes, refulgem para o seu criador dizendo, cada uma: “Eis-me aqui”. É Nossa Senhora a mulher adoração, que brilha para o seu Criador sem esperar recompensa; a mulher gratuidade, que se dá sem ficar pedindo, mas brilhando, amando, dando…
Como não veríamos Nossa Senhora no êxtase da mulher esposa do Espírito quando são derramadas as línguas de fogo, quando o fogo que brilhava dentro dela brilhou também fora?
Como não veríamos nos olhos de Nossa Senhora Assunta ao céu o brilho do Cordeiro que ilumina o céu, que não precisa mais de luz, porque o Cordeiro é a própria luz?
Como poderíamos deixar de vê-la em cada homem e em cada mulher que se enche de luz quando entra em contato com Cristo?
Como não ver, finalmente, Nossa Senhora na dignidade de cada mulher? Aqui cito João Paulo II: “Cada mulher, cuja extraordinária dignidade é manifestada na plenitude dos tempos, em Maria, elevada de forma sobrenatural à união com Deus, pela união entre mãe e filho que só a mulher tem como viver”.
Nossa Senhora é feliz por ser mulher
Às vezes somos acostumados a ver nossa Senhora como uma pessoa que não é gente, mas a graça a transforma na realização do sonho de Deus para você e para mim. E o que Deus quer é que a sua glória brilhe dentro de você, dentro de mim, para que o mundo pegue fogo.
Quando Moisés falava com Deus face a face tinha de esconder o rosto, porque se enchia de brilho. Nossa Senhora fala com Deus dentro, de coração para coração, e na face dela brilha a própria face de Deus.
Quais são as imagens de Nossa Senhora que vemos? Fátima, Lourdes, Rainha da Paz, Loreto, Guadalupe… Tem algo que não sei se vocês acham estranho, mas eu acho. Vemos as imagens de Nossa Senhora sozinha, como Fátima, Nossa Senhora das Graças, Guadalupe, Lourdes… vemos as imagens de Nossa Senhora com Jesus no colo e depois pula para a imagem de Nossa Senhora com Jesus morto, nos braços. Se eu fosse artista, queria pintar Nossa Senhora assim no chão, dizendo: “Ei, nenê, vem cá com a mamãe”; queria pintá-la levantando as perninhas de Jesus e mudando a fralda dele; embalando Jesus num balanço ou levantando-o assim e dizendo: “Coisa linda da mãezinha!” e a babinha de Jesus caindo no rosto dela, senão na boca, porque parece que menino acerta; queria pintar Nossa Senhora dizendo: “Jesus, tá na hora de comer!” ou “Meu filho, você já escovou os dentes?” ou “Jesus, não dá certo pentear o cabelo para esse lado, você tem um redemoinho bem aqui”; queria pintar Nossa Senhora com Jesus adolescente, não só lá no Templo, mas travando com Jesus um relacionamento de amizade. Essa mãe que dizia a São José: “José, pelo amor de Deus, espera aí, calma, olha que o menino é filho de Deus… José, larga esse menino devagar…”. Essa Nossa Senhora humana, mãe.
Essa Nossa Senhora que conversa com Jesus sobre as coisas de Deus, que conhece Jesus em profundidade e tem com Ele um relacionamento profundamente humano. Tudo o que é profundamente humano é profundamente divino e tudo que é profundamente divino, exceto Deus, em si próprio é profundamente humano.
Precisamos entender que Nossa Senhora é feliz por ser mulher, por ser gente e é capaz de entender essa dignidade da qual o Papa fala.
Nossa Senhora serve porque ama
Um dia perguntaram a um grande mestre: “Mestre, quando é que o amor é verdadeiro?” O mestre respondeu: “Quando ele é fiel”. E perguntaram: “E quando é que o amor é profundo?” O mestre respondeu: “Quando ele sofre”. E perguntaram: “E que língua fala o amor?” O mestre respondeu: “O amor não fala, o amor ama”. Nossa Senhora foi serviço porque amou.
Em geral, quando se vai falar do serviço de Nossa Senhora, colocam-na na casa de Santa Isabel. Será que não podemos ver Nossa Senhora no serviço do ser e não no serviço do fazer somente? Não podemos ver Nossa Senhora que ao ser mulher, ao ser mãe de Deus, amou e amando serviu a Jesus e a José e aos irmãos e aos vizinhos? É preciso ver que o serviço vai além do fazer. O amor de Deus em nós gera amor e atos de amor em nós.
O grande serviço de Nossa Senhora era amar. Nossa Senhora expressa o fogo de amor que queima dentro dela através do serviço, através da acolhida. “Onde reina o amor, ali se encontram olhos que sabem ver”.
Vamos todos aprender a ver com estes óculos, com o olho do coração. O que será acolher? J.S. Helliot escreveu: “Ah! O indizível conforto de nos sentirmos seguros com uma pessoa. Cresce a síndrome do pânico, cresce a desconfiança, cresce a insegurança, cresce a falta de ternura, a falta de acolhida. O conforto de não termos de pesar os nossos pensamentos, o conforto de não termos que medir as nossas palavras mas de podermos derramar as nossas palavras tais como são. O joio e o trigo misturados, sabendo que mão fiel os irá apanhar e os irá peneirar. Conservar o que merece ser conservado e depois, com o sopro da bondade, soprar fora o resto”.
Você não gosta quando você pode chegar para uma pessoa e saber que ela não vai jogá-lo fora? Você não gosta quando pode conversar com uma pessoa sem ter de medir os pensamentos nem as palavras, pois sabe que ela vai acolhê-lo com o seu joio e com o seu trigo? Saber que ela vai acolhê-lo como você é e depois peneirar o joio e o trigo e com o sopro da bondade soprar fora o joio e se alegrar pelo trigo que ficou? A acolhida.
Temos vivido num mundo de desconfiança, de defesas. Não era assim. E não é assim a acolhida de Nossa Senhora. Nossa Senhora Jesus jamais exigiram que alguém mudasse para acolhê-los. Nossa Senhora, como Jesus, nos acolhem como somos, mas esquecemos essa ternura. Esquecemos Nossa Senhora, esquecemos que queremos ser acolhidos e não amamos os outros como gostaríamos de ser amados.
Nossa Senhora ensina a acolher
“Meu único desejo, homem, é ser o teu parente. Sejas tu negro ou acrobata, repouses ainda nas profundezas da guarda materna, vibre no pátio o teu canto de menina e dirija as tuas jangadas ao sopro do crepúsculo… conheço bem a angústia da harpista solitária, da tímida mulher, no seio de uma família estranha. Conheço a solidão dos que envelhecem, mas homem, eu quero só ser teu companheiro. Eu te pertenço. Como a qualquer outro homem, eu te pertenço. Sem preconceito, sem desconfiança, sem medo. Eu te pertenço, como a qualquer outro homem, como a qualquer outra mulher, eu te pertenço. Suplico-te, não te recuses! Se isso pudesse acontecer meu irmão, ah! Se pudesse acontecer, que nós finalmente caíssemos nos braços um do outro”.
Temos esquecido o acolhimento, temos esquecido a ternura. Temos feito dos nossos grupos de oração e das nossas comunidades, verdadeiras empresas que se levam como negócios de evangelização e se esquecem da ternura, se esquecem do olhar de ternura. Nem nos trocamos mais olhares de ternura. E Nossa Senhora pode vir em nosso socorro.
As nossas famílias, as levamos como um trem que passa rápido e que tem de parar em todas as estações, e nos esquecemos de olhar o outro com ternura, de acolhê-lo, de ver o outro com os olhos do coração. Nossa Senhora vive este fogo de amor que queima no coração dela como serviço, acolhida e agora Nossa Senhora vive a força deste amor que ama nela, que a ama e a quem ela ama.
Nossa Senhora vive esse fogo na força do humilde amor. No livro “Os irmãos caramasol”, de Dostoievsk, um monge russo diz as seguintes palavras: “Irmãos, não temais o pecado dos homens, amai os homens mesmo no seu pecado”. Não fique exigindo que as pessoas mudem ou sejam diferentes para você amar.
Se só existe um amor, Nossa Senhora amou com esse um amor que é o amor de Deus. E o amor de Deus ama o homem pecador. E o amor de Nossa Senhora é esse fogo do amor de Deus que queima nela ama o homem pecador.
“Amai os homens mesmo em seu pecado, porque esta imagem do amor de Deus é também o cume do amor de Deus sobre toda a Terra. Amai toda a criação divina em seu conjunto e em cada grão de areia. Amai toda a neve e todo o raio de sol. Os animais, as plantas, todas as coisas. Amai particularmente as crianças, porque são como anjos, não têm pecado e existem para nos ensinar a ternura, para purificar os nossos corações e são para nós como uma profecia. Às vezes te vêm alguns pensamentos, especialmente quando tu te vês diante do pecado do mundo. Tu ficas perplexo e te perguntas: ‘eu devo reagir com a força ou devo escolher o humilde amor?’, e eu te digo: decida-te sempre pelo humilde amor, e diga sempre: ‘eu recorrerei ao humilde amor’. Se tomares esta decisão de uma vez por todas, poderás elevar o mundo inteiro. O amor humilde, o humilde amor é uma força formidável, a maior de todas, incomparável a qualquer outra força.”
Nossa Senhora expressou este fogo de amor que arde no coração dela, esse fervor que Deus pediu hoje, esse fervor que Deus pediu hoje não é o fervor de orar forte, que é muito bom, mas este fervor que só existe e só é autêntico quando vem do amor, do amor concreto, do amor em ato, do amor sem preconceito, do amor sem medo.
Maria Emmir O. Nogueira
Co-Fundadora e Formadora Geral da Comunidade Shalom
Pregação ministrada no Fórum Carismático Shalom em novembro de 2002 – mantido o tom coloquial
Nossa Senhora do Carmo
No dia 16 de julho, comemoraramos a festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Ordem Carmelitana. Essa festa remonta aos anos de 1376 e 1386, quando adveio o pio costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, em ação de graças pela aprovação pontifícia da Regra Carmelitana, pelo Papa Honório III, em 1226.
A data fixada de 16 de julho coincide, segundo a tradição carmelitana, com a data em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. Com o passar do tempo, no início do século XVII a data de dezesseis de julho se transformou em data oficial da “festa do escapulário” e, imediatamente, começou a ser celebrada também fora da Ordem Carmelitana. Em 1726, esta data solidificou-se como a festa da Virgem do Carmo por toda a Igreja do Ocidente, pela ação do Papa Bento XIII. No próprio da missa do dia não se faz menção ao escapulário ou à visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas no antigo Breviário e o escapulário no prefácio especial usado pelos carmelitas.
A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.
Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o Livro das Instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo, na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus. Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, voltaram ao Ocidente e na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os devotos: os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: ‘Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo’”.
Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”. Entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam. Nossa Senhora é a nossa Mãe, colocada como insigne modelo de correspondência à graça e, ao contemplarmos a sua vida, o Senhor dar-nos-á luz para que saibamos divinizar a nossa existência vulgar.
Durante o ano, quando celebramos as festas marianas, e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na Virgem Maria. Se aproveitamos, na festa que se avizinha, esses instantes, imaginando como se comportaria a nossa Mãe nas tarefas que temos de realizar, iremos aprendendo a pouco e pouco, até que acabaremos por nos parecermos com Ela, como os filhos se parecem com a sua mãe. Por isso somos chamados, como discípulos-missionários de Jesus, a imitar, em primeiro lugar, o seu amor. A caridade não se limita a sentimentos: há-de estar presente nas palavras e, sobretudo, nas obras. A Virgem não só disse fiat, mas também cumpriu essa decisão firme e irrevogável a todo o momento. Assim, também nós, quando o amor de Deus nos ferir e soubermos o que Ele quer, devemos comprometer-nos a ser fiéis, leais, mas a sê-lo efetivamente, porque “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, esse entrará no reino dos Céus”.
Assim, unidos a todos as ordens Carmelitas, primários, secundários e terciários, particularmente os membros da Irmandade do Carmo da Sé Catedral de Juiz de Fora, queremos exortar a todos os fiéis que, seguindo a Maria, encontrem a Jesus, o verdadeiro sentido para que o amor de Deus recaia sobre cada um de nós. E que os sacramentais, sinais visíveis da graça de Deus, produzam seus frutos necessários de vida, de santidade, de disponibilidade total para um SIM permanente a convite de Jesus, para que sejamos missionários dentro da realidade em que estamos inseridos.
Virgem do Carmo, Rogai por nós!
Fim dos tempos – Palestras do Monsenhor Jonas Abib
Publicado por Marcus em Fim dos Tempos, Padre Jonas Abib, Parusia, Pregações em dezembro 8, 2009
A seção de Podcast do portal cancaonova.com publicou recentemente varias palestras do Monsenhor Jonas Abib sobre a Segunda Vinda de Cristo. Trazemos aqui uma relação das pregações disponiveis no site pra você ouvir. A medida que o site for disponibilizando estaremos postando aqui nesse espaço.
Duração: 01:01:14
Pregação de Monsenhor Jonas Abib do ano de 1992 sobre o fim dos tempos.
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A Nossa Libertação está próxima
Duração: 00:04:59
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Estais preparados pois o Filho do Homem virá – parte 1
Duração: 00:40:24
Trechos de Pregações do Pe Ruffus Pereira
Retiro de Cura e Libertação na Canção Nova com Padre Ruffus Pereira, Sacerdote da Arquidiocese de Mumbai (Índia). Vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas
Pe. Ruffus: Maria a mulher da Palavra
Pe. Ruffus: O Senhor quer nos Curar
Pe. Ruffus: As três principais curas
Oração de Cura com Pe Ruffus
MP3: Consagrados para o mundo – Pregação do Padre Jonas Abib
Essa pregação é profética! Me marcou muito no inicio da minha caminhada, Pe Jonas prega ousadamente no Espirito com intrepidez e profetiza sobre momentos decisivos da historia, e nos alerta a ficarmos firmes quando o tempo da tribulação chegar.
"Nós estamos em uma nova fase da história, um tempo novo, tempo de Maria. Na civilização do amor, passamos de um tempo para o outro, mas talvez não percebamos, pois não é uma coisa sensível. Assim como todos os sacramentos, antes e depois do padre batizar a criança, não vemos nenhuma diferença externamente nela, mas o antes e o depois do batismo é totalmente diverso.
Não percebemos nada de diferente antes e depois do padre tomar o pão e o vinho na Missa, pronunciar as palavras de consagração. O pão e o vinho continuam o mesmo e, exteriormente, não vemos nada de novo; mas sabemos toda a diferença que acontece.
Entramos na Era de Maria, no tempo da justiça e do amor, e tudo que for injustiça vai cair. Deus vai limpar tudo que é mau e, nesta hora, ficaremos com medo, pois muitas coisas vão ruir e tudo o que não foi construindo nas bases do Senhor, será destruído…"
Trecho da pregação "Consagrados para o mundo"
Nesta palestra, monsenhor Jonas nos fala que chegará o momento em que tudo o que for maldade e injustiça cairá e só ficará o que foi criado nas bases do Evangelho. Vale a pena ouvir!
Rezem Rezem Rezem – Pe Jonas Abib
Publicado por Marcus em Fim dos Tempos, Medjugorie, Parusia, Pregações em maio 16, 2009
Pregação do Pe Jonas Abib em MP3 sobre Medjugorie disponibilizada no site da CN, hoje 15 de Maio. A pregação é de 2002.
Link do site: http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/informativos.php?id=2092
Maria, a Mulher da Cruz – pregação Pe Ruffus Pereira, exorcista
Hoje vamos falar de uma mulher que nasceu para o sofrimento, por isso o título de Maria como Nossa Senhora das Dores.
Se Jesus é o homem compassivo, Maria também é compassiva. Ela passou por todos os sofrimentos que uma mulher pode passar. Ela completou nos seus sofrimentos aquilo que faltou nos sofrimentos de Cristo.
Deus também enviou o Anjo Gabriel para anunciar que ela seria a mãe do Salvador, por isso ela foi chamada a completar os sofrimentos de Jesus.
O Pai precisava de uma mulher para sofrer. Não quer dizer que faltou algum sofrimento a Jesus, esta é só uma maneira de dizer.
Por isso Jesus disse aos discípulos que eles nada poderiam fazer sem Ele e sem Maria.
Mas isso só poderá ‘dar frutos’ se nós seguirmos a Jesus.
Por isso eu quero dizer a vocês que Jesus convidou Maria para fazer parte deste sofrimento, não porque faltava mas para que se tivesse uma idéia maior dos sofrimentos da mulher.
Maria a mulher da palavra, mas ela também é a mulher da cruz.
Vocês podem acreditar ou não, mas se estudamos as Escrituras podemos ver que Ela é a Mulher da Palavra, por isso Isabel disse a Maria: ‘Bendita és por ter acreditado na Palavra’.
Maria disse poucas palavras, mas uma das palavras mais lindas foi : ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’. Ela é a mulher do Espírito. Vemos Maria comunicando o Espírito Santo.
Hoje eu quero apresentar hoje Maria com um outro titulo: a mulher da cruz, a mulher do coração transpassado.
Quando Maria ficou em pé aos pés da cruz, sabemos que aquela mesma flecha que atingiu Jesus era a mesma que falava a profecia de Simeão.
Imagine o sofrimento que Maria passou quando se tornou suspeita diante do homem que ela amava, José, e que a amava também. Por isso podemos imaginar o quanto as mulheres sofrem. Por quanto tempo Maria passou por estes sofrimentos eu não sei…
Até que o anjo aparecesse para São Jose e dissesse que ele a tomasse por esposa.
Outro sofrimento foi quando ela não achou lugar onde pudesse dar a luz ao seu Filho. Alguém aqui já deu a luz ao seu filho num estábulo? Eu conheço uma mulher, é Maria. O sofrimento de não ter um lar, de não ter um teto é um sofrimento muito grande, e não havia nenhum lugar para ela. Depois também sofreu a ameaça do filho poder ser morto por Herodes.
A mulher que tem o filho seqüestrado é um sofrimento imenso, e foi isso que Maria passou quando eles se perderam e Jesus estava no templo. O sofrimento de mãe de ver um filho em perigo, sendo atacado pelo inimigo.
Não esquecendo a viagem às pressas para o Egito. Pode ter certeza que foi uma experiência dolorosa!
Ela sofria muito quando as pessoas diziam a ela que Jesus não respeitava as leis,
mas principalmente quando ela estava com Jesus a caminho do calvário.
O Papa diz para não olharmos Maria apenas como uma devoção, não somente como a mulher da Palavra ou do Espírito Santo, mas olhar para Ela como a Mulher da Cruz. Aquela que nos lembra que devemos fazer o que Jesus fez.
Quero também contar algo que aconteceu no Haiti, e que vai mostrar que Maria é mulher da Palavra, mulher do Espírito Santo, mulher da Cruz, mas ela também é Mãe.
Em 1997 houve um programa internacional da Renovação Carismática Católica para a Terra Santa, e dois mil peregrinos vieram de todo o mundo para participar, e o conselho da Renovação me chamou para rezar pela cura.
Eu estava fazendo aquela oração de cura de dentro de um barco no mar da Galiléia.
Então eu dizia Jesus como posso estar no seu lugar? E o responsável da Renovação me pediu para que eu fosse a uma convenção no país dele e fazer a mesma oração no país. Em 1998 recebi a carta com essa solicitação, e somente aío eu acreditei no que ele estava me pedindo. Perguntei se eu teria que fazer mais alguma pregação, então, ele me disse que não, que era somente a oração que eu tinha feito no barco no mar da Galiléia.
No aeroporto veio uma mulher na minha direção, e ela se apresentou como sendo a mulher do primeiro ministro do Haiti. Ela me levou para a Missa. Depois da Missa, o bispo do Haiti me pediu para fazer uma oração de libertação, e assim também me levou para uma montanha para orar pela Igreja e pelo país dele. Tinham mais jovens do que adultos. Era um palco grande como este, penso que este é o maior que eu já vi na minha vida! ( refere-se ao Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, na Canção Nova – Cachoeira Paulista-SP). Então o padre colocou o Santíssimo Sacramento no altar, e então eu disse ao Senhor: ‘Se eu vim de Bombaim, me ajude a fazer uma boa oração’, e fiz uma oração longa, mas eu vi que o povo não estava olhando para frente, e eu perguntei o que estava acontecendo, e o ministro veio me dizer que eles estavam dizendo que estavam vedo uma luz, e aquela luz era Maria.
Nós sabemos que seis pessoas já viram a face de Maria em Medjugorje, mas nesse encontro eram sessenta mil pessoas olhando para aquela luz.
Eu particularmente não acredito muito em visões. Então eu disse: ‘Maria eu vou te ver no céu’, mas quando eu olhei para o pé daquela árvore, então eu vi flash de luz durante mais ou menos uma hora.
O ministro me contou que uma criança era cega e a mãe levou o filho lá naquela árvore e ele ficou curado depois que viu o flash de luz.
No dia seguinte, domingo, o povo continuava olhando para a árvore, e eu disse: ‘Senhor, hoje é o seu dia! Ontem foi sábado, era o dia de Maria, mas hoje, Senhor, é domingo, o seu dia!’, e naquele dia eu entendi que Maria é também a Mãe da Divina misericórdia!
No dia seguinte eu estaria voltando para Bombaim, então eu pedi a esposa do primeiro ministro que me levasse até aquela árvore, quando chegamos lá a árvore estava toda desfolhada porque o povo havia arrancado todas as folhas.
Então levei um pedacinho da árvore.
O que Maria fez na casa de Isabel ela está fazendo hoje aqui também: aparecendo para o povo. O mesmo que ela disse nas bodas de Caná, ela está dizendo agora a cada um de vocês: “Fazei tudo o que o meu filho lhes mandar.”
Eu gostaria que vocês olhassem para as palavras do Papa em sua Encíclica que diz para olharmos para Jesus transpassado pela lança, mas não podemos esquecer que lá tem mais duas pessoas Maria e João nos recordando que aos pés da cruz também vamos experimentar a vida plena e a ressurreição.
Transcrição: Célia Grego
Fotos: Reban Félix
Padre Rufus Pereira
Sacerdote da Arquidiocese de Mumbai (Índia). Vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas
Pregação Pe Jonas Abib: Não temas em receber Maria como Mãe
José era um homem justo e porque ele era justo ele não iria denunciar Maria. Naquela época, as mulheres que adulteravam eram apedrejadas, por isso Maria deveria ser denunciada e implacavelmente apedrejada. Mas José, como homem justo, preferiu abandoná-la em silêncio, como se ele mesmo houvesse adulterado. Ele era um homem de bom coração, mesmo sem saber o que havia ocorrido, não queria ver Maria sendo apedrejada.
E Maria não podia se justificar com José, pois quem iria acreditar em Maria? Mas ela confiou, confiou em Deus que falou a José através de um sonho dizendo: "José, filho de Davi, não tenhas medo de porque Maria concebeu do ESPÍRITO SANTO".
Deus nos diz hoje: não temas em receber Maria em sua vida, como tua mãe, como tua mestra, como a mãe do teu Senhor e acredite que tudo o que aconteceu nela foi santo. Deus fez com que ela, sendo virgem, gerasse Jesus. Ela permaneceu virgem até a sua assunção. Sem Maria não teríamos Jesus e, sem Jesus não teríamos a salvação, estaríamos perdidos porque nenhum de nós poderia se salvar. É isso que o demônio desejava, ele não imaginava que Deus tinha um projeto guardado em seu coração: fez Maria imaculada. Por isso o demônio odeia as mulheres, odeia Maria – aquela que trouxe a salvação.
O Evangelho de São Lucas diz que: "Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?"(capítulo 1, 39-43)
Só pela presença de Maria, Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Isabel não tinha como saber que Maria estava grávida, mas o Espírito Santo lhe revelou.
E Isabel diz: Como mereço que a mãe do Senhor venha mim visitar. Não temas de receber Maria a mãe do Senhor em sua vida. Não tem como separar a mãe do filho. Se Maria é a mãe do meu Senhor, eu tenho que venerá-la. Ela é a mãe do meu Senhor, do meu Redentor.
Maria é mãe e mestra, ela nos ensina o caminho seguir. Nas bodas de Caná, Jesus honrou o quarto mandamento que diz: Honrar pai e mãe.
"Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva."(Lucas 1,45-48a)
Esta geração me chamará de bem aventurada, e a minha geração proclama Bem Aventurada.
Eu não temo receber Maria em minha vida, em minha casa, em minha família, como mãe do meu Senhor e como minha mãe. Eu proclamo que Jesus é o Senhor e ao Nome de Jesus se dobra todo joelho. Ave-maria Cheia de Graça o Senhor é convosco, bendito o fruto do vosso ventre: JESUS.
Transcrição: Elcka Torres
Fotos: Anderson Nunes
Pregação Padre Roberto – quinta-feira santa 2006
O Cordeiro Imolado
Assista ou ouça na íntegra essa pregação
Hoje, o Senhor vai nos dar a verdadeira bebida e a verdadeira comida. O Senhor vai realizar a difícil luta do Horto das Oliveiras. Somos o povo sacerdotal, vocês fazem parte do sacerdócio comum da Igreja. O sacerdócio de Jesus está em vocês também, e isso significa que vocês têm de entrar na luta contra o poder das trevas. Precisamos ter o olhar de Cristo, voz de Cristo, atitudes de Cristos. O poder das trevas quer pisar na Igreja e vivemos, hoje, a luta que Jesus viveu no horto, a qual foi o momento da maior luta, onde Ele enfrentou a humanidade e fez a vontade do Pai.
Se cada católico soubesse a diferença de uma "Santa Missa" e de um culto protestante teria de se arrepender por ter se afastado do verdadeiro sentido de entrega, que é Jesus Cristo. Estou falando do sacrifício, a maior dor do Senhor é ver Seus filhos O trocando por qualquer coisa, a qual leva o povo a desacreditar na verdade de Deus. Que leva os cristãos a trocar a Eucaristia por uma simples reunião.
Digo isso porque, hoje, é um grande dia para vocês rezarem pelos sacerdotes da Igreja, que andam enfraquecidos na fé. Quando se ordena um padre, a comunidade deveria jejuar muito, pois a ordenação de um padre não é somente uma festa, pois é um outro Cristo, um outro combatente que está sendo ordenado. Todos os sacerdotes têm a essência da luta. Os sacerdotes antigos diziam que o sacerdote recebe um outro anjo que o ajuda a viver bem o sacerdócio.
O Sacramento da Confissão não é uma partilha de coração, não é uma terapia psicológica, mas é o Senhor Jesus tirando aquela alma da lama do pecado. Ordenação sacerdotal é o mistério tremendo, no qual o Senhor Jesus Cristo entra pelo sacramento da ordem e torna aquele homem um outro Cristo na face da terrra. Mas, você me pergunta: "Padre, fala-nos do momento que começo o sacerdócio de Cristo, que estamos celebrando?" Eu vos respondo: "No esplendor da glória do Senhor". Adoramos o Pai verdadeiro Deus, criador do céu e da terra. Adoramos o Filho verdadeiro Deus, coração do Pai, Filho único do Pai, o adoramos Jesus. Adoramos a Trindade, um só Deus em três Pessoas distintas".
Jesus chama as pessoas de volta para o Seu rebanho. "Ó católico, se você soubesse o mistério que é a sua Igreja passaria sete dias, sete noites diante do altar, arrependido". Jesus não é chamado para ser pão, mas para ser carne, você não recebe o pão, mas a carne de Jesus. Ele deu Seu corpo em sacrifício, é sacerdote de Si mesmo, se ofereceu, não ofereceu nenhum carneiro em Seu lugar.
E a Virgem Maria não é uma mulher qualquer, mas a Mãe do sacerdote Jesus. O Senhor disse que o Espírito Santo viria sobre Maria. Jesus não é criatura, Ele é Deus, gerado, e não criado, na plenitude dos tempos. O Pai O chamou para assumir a Igreja. Jesus se encarnou, é o verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Quantos católicos que nem sabem que Jesus Cristo é o verdadeiro cordeiro? A Santa Missa não é um ato de repetição, é um ato de entrega do próprio Deus. Não é teatro, não é um encenação, mas é a entrega total do próprio Deus. Não é um simbolismo. Quantos católicos só vão comungar e esquecem que a Missa não é só comungar e vão embora. Você esquece que não só vem para comungar, mas para passar também pela cruz.
Eu vos convido, neste dia, a amar os padres, a amar os sacerdotes. Há fiéis que não são fiéis, pois são capazes de matar seu próprio pastor. Há católicos que não sabem mais oferecer, mas só pedem. Apresente a Deus o seu sacrifício. Para mim, o altar é o meu viver, é no altar que eu choro, que me alegro, é nele que coloco a minha dor. É no altar que coloco as pessoas que não gostam de mim, e as que gostam. O altar é o lugar do sacrifício. A luta clara que devemos ter é que as portas dos infernos se abriram contra Igreja Católica. Tantos falsos milagres acontecendo. Mas, saiba que acontece a cura verdadeira quando nos leva a Deus.
"Que por essa pregação venha sobre você a bênção do Senhor".
Padre Roberto Lettieri
Fundador da Fraternidade Toca de Assis que tem como principal carisma a adoração ao Santíssimo Sacramento e o acolhimento aos mais necessitados. Prega diversos encontros e retiros por todo o Brasil.
Pregação: Mãe do Santíssimo Sacramento
Publicado por Marcus em Mãe do Santíssimo Sacramento, Pregações em março 20, 2009

Dentro desse acampamento, com a permissão da Liturgia da Igreja, quero celebrar agora, nessa Missa a Liturgia da Virgem Maria. Isso devido a tudo o que o Senhor tem nos falado nesse dia e porque o Sábado é um dia profundo e consagrado a Mãe de Deus. A Missa é o sacrifíco de Jesus e nela está presente a Virgem.
Eu tenho um carinho especial por Nossa Senhora das Dores, pois nela se vê a paixão de Jesus com a face materna. É como a mãe que sofre de muitas maneiras, por tantas situações. Nela vemos também o sofrimento da Igreja, a redenção do Senhor com a face mariana. Nossa Senhora das Dores, mais do que um título é uma realidade da sua própria vida, por isso em todas as Missas a Mãe de Deus está presente.
De que maneira ela está presente? Como? O Papa João Paulo II responde que é uma presença misteriosa. Permita-me falar teologicamente: "se o sacrifíco do Senhor é atualizado e a mãe do Senhor estava presente no calvário, então ela está presente na Missa. Por isso hoje queremos enaltecer a Mãe de Deus. Mãe do Santíssimo Sacramento".
O Evangelho de hoje fala mais uma vez da "Hora" do Senhor. Toda Missa é a glorificação do Pai pelo Filho. É o maior ato de adoração dado a Deus. Agora é chegada a "hora". Dentro da "hora" de Jesus, temos a terceira hora e foi exatamente nessa terceira hora que Ele deu à Igreja Sua mãe. Ele disse: "Mulher eis aí o seu filho". Na pessoa do discípulo amado está presente o mistério dos seguidores de Jesus. Olhando para nossa história, sabemos muito bem como o Senhor nos assemelha ao mistério da Missa.
Você pode fazer pela sua história de vida uma Missa. Se você sabe viver a humilhação e ser condenado injustamente em silêncio, então você assemelha sua vida a vida do Senhor. Não se trata de masoquismo, pelo contrário, sabemos que nosso coração precisa chegar onde Ele necessita. O Senhor vai moldando nosso coração e nossa vontade.
Sabemos que nossa vida é única, e no tempo, decisão, e momento em que Deus entrega algo para vivermos, não podemos duvidar da vontade do Senhor. Se a "hora" de Jesus é a "hora" da cruz, o mundo não entende isso. Dentro do tempo cronológico estamos celebrando a eternidade da Missa. Preciso entrar nessa "hora", pois sei o quanto Deus tem me preparado para esse sacrifício.
Não é a minha fé que realiza o sacramento, quem realiza o sacramento é Deus, mas se me entrego a Ele pela fé, então entro no sacrifício de Cristo. O Papa disse que é preciso que o sacerdote celebre a missa com sentimento e emoção. São Pio trazia os sentimentos de Jesus ao celebrar a Missa. As pessoas percebiam nele os sentimentos de Jesus ao celebrar a Missa. O sacerdote é aquele que sacrifica o Cordeiro, ele é a Persona Christi. Nemhum padre está no lugar de Jesus Cristo, nós somos a pessoa de Jesus Cristo.
Mas como pode um homem marcado pelo pecado ser a pessoa de Jesus? Eis o mistério que traz a Igreja, a esperança da santidade. A missa chama e atrai os pecadores a misericórdia. A Igreja deseja que todos venham a Missa para ver Deus. Quando o Senhor entrega a Sua Mãe ao discípulo amado, devemos dizer que quem cuida dos sacerdotes é a Mãe de Cristo, Ela não permite que os discípulos do Senhor se percam. Ela forma o coração da Igreja. O Senhor diz: "Mulher olha aí o seu filho", como sua Missa. Precisamos sentir com os sentimentos do Senhor na Santa Missa.
A Missa é o sacrifício eterno, como muitas vezes escutamos. A Igreja celebra e atualiza o sacrifíco do Senhor e nele está presente a Mãe de Deus. Nosso amor e respeito a Ela não é simplesmente como um culto de veneração é mais do que isso, é um culto profundamente especial. Ela gerou Deus. Ela não é adorada, pois não é Deus, mas merece um culto muito especial e singular.
O carinho singular e pessoal que a Mãe de Deus tem pelos sacerdotes é à imagem de João, portanto quando falta a alegria e santidade, a Igreja sofre, mas não nega a alegria da Virgem de zelar pelos sacerdotes da Igreja. Quando escutamos sacerdotes vítimas de perseguição, não podemos cair no julgamento.
O primeiro intuito da mídia patrocinada pela maçonaria, é destruir o sacerdócio do Senhor presente em nós. Quem consagra as espécies do pão e vinho em corpo e sangue do Senhor somos nós sacerdotes. Não é uma imitação, nem teatro, mas é Jesus Cristo na pessoa dos sacerdotes quem consagra. João recebeu a ordenação ao lado da Mãe de Deus.
Só há um sacerdote, não há outro, o sacerdócio de Jesus é único e eterno, mas ele está presente de maneira substancial na pessoa do sacerdote ordenado. O sacerdote tem as mãos ungidas para trazer o Espírito Santo. O Espírito Santo não vem do céu, mas da cruz. A imposição das mãos do sacerdote não é como a dos leigos. Na consagração você escuta verdadeiramente a voz de Jesus Cristo. Nessa hora não é a voz do sacerdote, mas de Jesus Cristo e nessa hora você deve adorar. Jesus vem de dentro do sacerdote e não do alto. Por isso o demônio vem para aniquilar os sacerdotes.
A Mãe de Deus estava presente na Missa do calvário, assim como estamos nessa Missa e em qualquer outro lugar do mundo. Esse altar não é mesa, mas é onde o Senhor será sacrificado. No altar se consagra. Se um sacerdote pode consagrar o corpo e sangue do Senhor, quanto não vale a vida de um sacerdote? É por isso que o Senhor pede a Sua Mãe para guardar os sacerdotes. São Franscisco de Assis já dizia: "aí daqueles que falarem mal dos sacerdotes".
Essa não é mais uma Missa, é a única Missa.
A Missa da quinta-feira Santa é a mesma do calvário e é mesma que estamos celebrando agora. É o mesmo sacrifício, é a mesma voz do Senhor Jesus Cristo. Hoje, pela voz do sacerdote, vamos escutar a voz de Jesus Cristo. É a única consagração, a única Missa. A pior desgraça é quando o católico "rotina" a Missa. A cada dia o Senhor nos dá o seu coração de uma maneira diferente. A Missa é a maior alegria e esperança da Igreja. O católico que não vai a Missa não conhece Jesus Cristo. Cada um de nós deve gritar: Senhor perdoe o meu orgulho, eu preciso de Deus!
Transcrição e áudio: Caio Rigotti
Fotos: Natalino Ueda

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