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Alguns Símbolos Litúrgicos
Publicado por Marcus em A Liturgia em novembro 6, 2009
Palmas: As folhas da palmeira são usadas como símbolo da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, evento que proclamou a crucificação e morte de Jesus. Desta forma, as palmas poderiam ser usadas para representar a leviandade da aclamação humana. Os romanos as usavam como símbolo da vitória. A igreja as tem usado como um símbolo da vitória de Cristo sobre o pecado e da vitória dos santos sobre a morte. Neste sentido, muitos mártires são mostrados segurando folhas de palmeiras. Jo 12.12,13 Época: Semana Santa, especialmente Domingo de Ramos.
Papoula: A papoula, também conhecida por dormideira, simboliza sonolência espiritual, a ignorância e a indiferença. Também pode ser usada para representar o sono da morte. Eventualmente a papoula está retratada nas crucificações e mortes de santos.
Pavão: O pavão é usado no simbolismo cristão como sinal da imortalidade. Este simbolismo tem origem no mito de que a carne do pavão não degrada após a morte. Além disso, o pavão caminha de maneira altiva e, vaidosamente abre suas penas, o que faz dele um símbolo da vaidade humana. Época: Páscoa
Pax: Pax é o termo em latim para "paz" que está muitas vezes associado com a história do Natal.
Peixe: As letras iniciais da frase grega "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador" formam a palavra grega ICHTHUS, que significa peixe. O desenho de um peixe tornou-se símbolo dos primeiros cristãos que, em tempos de perseguição, o usavam como sinal secreto da fé. E para um cristão saber se uma outra pessoa era irmão na fé, desenhava um arco na areia. Se a outra pessoa era cristã, desenhava o arco ao contrário, formando assim, o desenho de um peixe.
Três peixes: Três peixes representam Jesus como membro da Trindade.
Peixes e pães: Cinco pães e dois peixes nos lembram o milagre da multiplicação dos pães e peixes com os quais Jesus alimentou uma multidão de cinco mil pessoas. Por isso eles representam todos os milagres com os quais Jesus providenciou alimento Jesus. Eles também lembram Jesus o pão da vida. Mt. 14.17-21; Jo 6:35
Pelicano Piedoso: A figura do pelicano piedoso é baseado no fato de que, em tempos de fome, a mãe pelicano arranca suas penas do peito e alimenta seus filhotes com o próprio sangue. Esta figura, é amplamente usada para representar o sacrifício expiatório de Cristo. Pois Cristo voluntariamente derramou seu sangue para nos dar perdão e salvação. Época: Quaresma, especialmente Semana Santa.
Pérola: A pérola é um símbolo do reino dos céus, e é tomada da parábola de Jesus "da pérola de grande valor." O evangelho de Mateus também usa a pérola como um símbolo da palavra de Deus. Mt. 13:45-46; Mt. 7:6
Pilão e socador: Este é um pilão e socador para socar produtos farmacêuticos. Eles são usados como emblema de dois santos que eram médicos: Cosme e Damião. Também são usados como emblema de São Lucas.
Pomba: A pomba é um símbolo do Espírito Santo, que provém da história do batismo de Jesus, onde o Espírito Santo desceu sobre ele em forma de pomba. A aureola com três raios que circunda a cabeça da pomba identifica o Espírito Santo como membro da Trindade. Uma pomba sem a aureola é apenas um símbolo da paz. Mt. 3.16 Época: Todas elas, especialmente Pentecostes.
Sete Pombas: As sete pombas em volta de um círculo e que contém as letras "SS" (do Latim: Spiritu Sancti,) representam os sete dons Espírito Santo mostradas em Ap. 5.12 e Is 11.2,3.
Porta: A porta é um símbolo de Cristo que disse: "Eu sou a porta". Ela também pode ser usada para simbolizar o convite para a oração e para mostrar que Jesus quer abrir a porta do céu para todos. Jo 10.7-9. Mt. 7.7-8 Ap. 3.20
Porta, ombreiras da: As ombreiras da porta pintados com sangue, são lembrança da primeira páscoa quando Deus libertou os filhos de Israel da escravidão no Egito e os conduziu para a terra prometida. Este evento do Antigo Testamento prefigura o sangue de Jesus derramado na cruz para nossa salvação. Ex. 12.21-23 Época: Semana Santa
Portão: O portão tem vários sentidos na arte cristã. Quando aparece aberto, pode ser usado para representar a entrada no Paraíso, ou o convite do Evangelho para o descanso celeste. Um portão caído representa a vitória de Cristo sobre o poder do inferno. O portão também pode representar a morte, ou o fim da vida terrena. Também pode, simbolizar a expulsão de Adão e Eva, do Jardim do Éden.
Pregos: Os pregos foram instrumentos da crucificação de Jesus. São, portanto, símbolos da sua Paixão. Quando aparecem em número de três, identificam Cristo como membro da Trindade.
Prumo: O prumo é um símbolo do julgamento que foi usado pelos profetas Isaías e Amós. Jesus as vezes é retratado segurando um prumo para demonstrá-lo como Juiz da humanidade. Am 7.7,8
A Liturgia da Santa Igreja
Publicado por Marcus em A Liturgia em novembro 6, 2009
1. O que é a Liturgia?
A palavra liturgia vem do grego "leit", de "povo", e "urgia", que significa "ação", "serviço" ou "obra". Sendo assim, a palavra "liturgia" significa "obra pública".
A Liturgia inclui o conjunto de todas as cerimônias oficiais da Santa Igreja: celebração dos 7 sacramentos, sacramentais (bênção da água, do sal…) e todos os demais ritos
Dentro da Igreja, a liturgia significa o serviço público oficial que ela mesmo realiza, com duas finalidades: a glorificação de Deus e a salvação das almas (SC 112).
O Catecismo da Igreja ensina que “pela liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção." (Cat. 1069)
Isto significa que através da liturgia, Jesus continua a nos salvar; de modo especial em cada Missa, onde se atualiza a Sua santa Paixão, Morte, Ressureição e Ascenção ao Céu; nela “torna-se presente a nossa redenção”.
Afirma a Constituição do Concílio Vaticano II Sacrosantum Concilium:
“Com razão portanto, a liturgia é tida como o exercício do múnus sacerdotal de Jesus Cristo, no qual, mediante sinais sensíveis, é significada e, de modo peculiar a cada sinal, realizada a santificação do homem, e é exercido o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo, cabeça e membros. Disto se segue que toda a celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote e de seu corpo que é a Igreja, é ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja”. (SC,7)
Isto basta para mostrar o quanto é importante a Liturgia para o católico. Somente a Igreja, nascida sob Pedro (o primeiro Papa) e os Apóstolos, tem esta riqueza incomensurável intacta, recebida de Cristo e dos Apóstolos. Entretanto, muitos católicos ainda não conhecem o rico sentido da Liturgia, que se expressa por sinais sagrados, com ritos adequados, termos próprios, símbolos ricos, objetos litúrgicos, cores significativas, imagens, etc.
A Santa Igreja crê que a revelação completa e definitiva de Deus ao homem que se dá em Jesus. "Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a Palavra única, perfeita e insuperável do Pai. Nele o Pai disse tudo, e não haverá outra revelação senão esta." (Cat. 65)
A Santa Igreja continua a obra da Salvação. Por isso ela conserva e ensina a Verdade, e administra os 7 sacramentos. “Pela liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção.” (Cat. 1069)
“Como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também ele enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só porque, pregando o Evangelho a todos os homens anunciassem que o Filho de Deus com sua morte e ressurreição nos livros do poder de satanás e da morte e nos transferiu para o Reino do Pai, mas também para que levassem a efeito, por meio do sacrifício e dos sacramentos, sobre os quais gira toda a vida litúrgica, a obra de salvação que anunciavam.” (SC 6)
No Antigo Testamento: A Lei e os profetas, os Salmos e os demais livros sapiensais, tiveram grande importância nestas celebrações, e ainda tem hoje. O próprio Jesus cantou Salmos na última Ceia. Veja algumas citações que se referem a liturgia:
“Moises aspergiu com sangue a Tenda e todos os utensílios do culto (liturgia)” (Hb,9,21)
“Completados os dias do seu ministério (liturgia), Zacarias voltou para a casa” (Lc 1,23)
“Celebravam eles (os primeiros discípulos) a liturgia em honra do Senhor” (At 13.2)
A Liturgia Católica, instituida por Jesus, visa celebrar (=tornar celebre), dar importância, honrar, exaltar, em comunidade, a Santíssima Trindade de modo especial e celebrar os “santos mistérios”
“Na Liturgia Deus fala a seu povo. Cristo ainda anuncia o Evangelho. E o povo responde a Deus, ora com cânticos, ora com orações. (SC,13)
Pela Liturgia a Igreja celebra o mistério de seu Senhor “até que Ele venha” e até que “Deus seja tudo em todos” (1 Cor 11,26;15,28)
Assim para celebrar a Liturgia é preciso ter uma profunda noção do que é o Cristianismo; o conhecimento da história da salvação, obra de Cristo e da missão da Igreja. Sem isto a Liturgia não pode ser bem compreendida e amada, e pode se transformar em ritos vazios.
Podemos dizer que o último tempo da história da salvação – o tempo de Cristo e da Igreja – é o tempo da Liturgia, uma vez que ela torna presente a obra redentora de Cristo pela celebração dos Sacramentos. Assim, somos também nós participantes da historia da salvação.
A Liturgia é a própria historia da salvação em exercício, já que nela se celebra (torna presente) tudo o que Deus realizou ao longo dos séculos para salvar os homens.
Jesus nos revelou plenamente o Pai, e ensinou-nos a comunicar com Ele. Ele é a ponte entre nós e o Pai. Ele é o Caminho, o Sacerdote único que apresenta a Deus as nossas preces (cf. Hb 5,7) é por isso que nas celebrações litúrgicas fazemos todas as ofertas a Deus “ por Cristo, com Cristo e em Cristo”; tudo em seu Nome.
A Liturgia participa do grande desejo de Jesus: “ Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco (…) até que ela se cumpra no Reino de Deus”. (Lc 22,15-16)
Cristo está presente em sua Igreja, e de modo especial nas ações litúrgicas, para continuar a sua obra de salvação de todos os homens, de todos os tempos e de todos os lugares.
Ele está presente no sacrifício da Missa de várias formas: na pessoa do sacerdote, pois “aquele que agora oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que outrora se ofereceu na cruz”, e de modo especial, sob as espécies eucarísticas. Ele está presente nos Sacramentos; assim, quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza; Ele está presente por sua Palavra, pois Ele mesmo quem fala quando se lêem as Sagradas Escrituras na Igreja; e Ele está presente quando a Igreja reza: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles” (Mt 18,20)
Você sabe quais são os dias santos na Liturgia?
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica os dias santos, onde todo católico é obrigado a participar da Santa Missa, são:
Catecismo da Igreja Católica §2177 – “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e por fim, de Todos os Santos” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043).
Cores Liturgicas
Quando vamos à igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão, e até mesmo a estola e a casula usadas pelo sacerdote, combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode permanecer a mesma ou variar. Se acontecer de no mesmo dia irmos a duas igrejas diferentes, comprovaremos que ambas usam a mesma cor, com exceção, é claro, da igreja que celebra o seu padroeiro. Na verdade, a cor usada um certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário, fica estabelecida uma determinada cor. Desta forma, concluímos que as diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também, de maneira admirável, a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis, como veremos a seguir.
Branco - Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória e pureza.Sempre é usado em missas festivas.
Vermelho – Lembra o fogo do Espírito Santo. Por isso é a cor de Pentecostes. Lembra também o sangue. É a cor dos mártires e da sexta-feira da Paixão e do Domingo de Ramos. Usado nas missas de crisma, em pentecostes e martirios.
Verde – Se usa nos domingos e dias da semana do Tempo Comum. Está ligado ao crescimento, à esperança.
Roxo – Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na celebração da penitência.
Róseo – O rosa pode ser usado no 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare). Simboliza uma breve pausa, um certo alívio no rigor da penitência da Quaresma e na preparação do Advento.
Preto – É sinal de tristeza e luto. Hoje está praticamente em desuso na liturgia.
Azul - Usa-se ou não na Solenidade da Imaculada Conceição; representa o manto azul de Nossa Senhora. Ainda não é usado por muitos padres!
Objetos Litúrgicos
Altar: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.
Alva: túnica longa de cor branca, usada pelos ministros nas celebrações litúrgicas.
Água: Deve se natural na liturgia, o sacerdote usa para lavar as mãos, e coloca uma gota (d´agua) no cálice no momento do ofertório. Simboliza a humanidade unida a Cristo.
Cálice: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.
Casula: espécie de manto que se veste sobre a alva e a estola.
Estola: é uma faixa colocada no pescoço e separada da túnica, significa o poder a autoridade do sacerdote.
Patena: Prato onde é colocada a Hóstia Grande que será consagrada e apresentada aos fiéis. Acompanha o estilo do cálice, pois é complemento.
Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.
Pala: Cobertura quadrangular para o cálice.
Galhetas: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.
Crucifixo: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
Lecionários: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário ferial (leituras da semana); lecionário santoral (leitura dos santos), lecionário dominical (leituras do Domingo).
Manustérgio: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.
Missal: Livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.
Sanguíneo: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
Ostensório ou Custódia: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.
Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir a missa.
Ambão: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.
Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
Naveta: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.
Turíbulo: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.
Alfaias: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
Aliança: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.
Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.
Aspersório: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou asperges.
Bacia: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.
Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele representa Cristo Pastor.
Batistério: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batismos.
Campainha: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.
Castiçais: Suportes para as velas.
Círio Pascal: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batismos. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
Âmbula: Recipiente onde são colocadas as hóstias a serem consagradas.
Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
Hóstia: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será sacrificada".
Hóstia Grande: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
Imagens: Existem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.
Incenso: resina aromática extraída de várias plantas, para se colocar sobre brasas nas celebrações
Luneta: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
Ostensório: objeto que serve para expor a hóstia consagrada à adoração dos fiéis e para dar a benção eucarística.
Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
Reserva Eucarística: Eucaristia guardada no Sacrário.
Véu Do Cálice: Pano utilizado para cobrir o cálice. Véu Do Cibório: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a Eucaristia.
Alguns termos e sinais litúrgicos
A celebração litúrgica é realizada também com sinais e símbolos. Diz o Catecismo que “segundo a pedagogia divina da salvação, o significado dos sinais e dos símbolos deita raízes na obra da criação e na cultura humana, adquire precisão nos eventos da antiga aliança e se revela plenamente na pessoa e na obra de Cristo” (CIC 1145).
Deus fala ao homem por meio da criação visível. A luz e a noite, o vento e o fogo, a água e a terra, a arvore e os frutos falam de Deus, e simbolizam também a grandeza e a proximidade Dele,
Também a Liturgia da Igreja emprega e santifica os elementos da criação e da cultura humana dando-lhes a dignidade de sinais da graça, da nova criação em Jesus Cristo (cf. CIC 1148)
A revelação de Deus acontece de duas maneiras: uma natural (“os céus cantam a Glória de Deus…” Sl 18,2; Rm 1,19; Sb 13,1-9) e de maneira sobrenatural (Deus falou por meio dos Patriarcas e dos Profetas, e falou por meio de Jesus; Hb 1,1; Ef 1,9s). Nesta revelação os sinais sagrados são usados para a comunicação de Deus conosco, e tem um poder eficiente; efetuam o que significam.
Na Antiga Aliança encontramos muitos sinais litúrgicos; a circuncisão, a unção com óleo de reis e sacerdotes, a imposição das mãos, os sacrifícios, e a Páscoa. Nestes sinais a Igreja vê uma prefiguração para os sinais da Nova Aliança. Para dar a conhecer o Reino de Deus Jesus usou muitos sinais e gestos simbólicos.
Desde Pentecostes, é por meio dos sinais sacramentais de sua Igreja que o Espírito Santo realiza a santificação. Os Sacramentos da Igreja não abolem, antes purificam e integram toda a riqueza dos sinais e dos símbolos do cosmos e da vida social. Além disso, realizam os tipos e as figuras da Antiga Aliança, significam e realizam a salvação operada por Cristo, e prefiguram e antecipam a glória do Céu. (CIC 1152)
Ablução – Ato de lavar-se, no todo ou em parte do corpo; na liturgia tem sentido penitencial.
Absolvição – de absolver, o mesmo que desatar, libertar.
Abstinência – Proibição de comer carne nos dias previstos pela Igreja (Sexta-feira Santa e quarta-feira de cinzas).
Aclamação – Expressão coletiva de aplausos, participação, assentimento (cf, SC 30):
“Para promover uma participação ativa, trate-se de incentivar as aclamações do povo, as respostas, as salmodias, as antífonas e os cântico, bem como as ações e os gestos e o porte do corpo. Ao seu tempo seja também guardado o sagrado silêncio.”
Acólito – leigo que auxilia as funções litúrgicas (“coroinhas”)
Advento – tempo litúrgico de preparação para o Natal, que consiste de 4 semanas, no ínicio do ano litúrgico.
Aleluia – (palavra hebraica) louvai o Senhor. É uma aclamação de alegria que não se usa no tempo da quaresma. Emprega-se na Missa, principalmente na aclamação do Evangelho, no oficio muitas vezes; abundantemente no tempo Pascal.
Alfaias litúrgicas – são todos os objetos que servem de certo modo ao exercício da liturgia.
Amém – palavra hebraica que alguns traduzem por assim seja, assim aconteça. Esta palavra não se traduz. O Apocalipse (3,14) chama Jesus de o Amém, e a segunda carta aos Corintios (1,20) afirma que é em Jesus que dizemos Amém. Santo Agostinho diz que o nosso amém é a nossa assinatura, o nosso compromisso.
Anáfora (trazer sobre, oferecer) – momento central da Eucaristia, do prefácio à doxologia. Oração Eucarística.
Ano Litúrgico – período de doze meses em que a Igreja celebra os mistérios de Cristo. Inicia com o primeiro Domingo do advento e termina com o último Domingo do tempo comum (festa de Cristo Rei). A festa central é a Páscoa, precedida pela quaresma e seguida do tempo pascal.
Antífona – texto curto antes e depois de cada salmo do oficio, que exprime sua idéia principal.
Antifonia – (=voz contra voz), execução de um canto mediante dois coros.
Cânon da Missa – oração eucarística da Missa.
Catecumenato – tempo de iniciação a vida Cristã e preparação para o batismo.
Cerimoniário – mestre de cerimônias – aquele que é encarregado de preparar com cuidado as celebrações.
Concelebração – celebração simultânea de mais de um sacerdote à mesma missa.
Doxologia – fórmula de louvor que geralmente se usa em honra da Santíssima Trindade. Na liturgia recebem o nome de doxologia o “ Gloria ao Pai” (…), o “Gloria a Deus nas alturas”, e o “por Cristo, com Cristo (…)”, no final da oração eucarística.
Epiclese – oração da Missa com a qual se invoca a descida do Espírito Santo para que ele, antes da consagração, santifique as oferendas, e após a consagração, santifique a assembléia dos fiéis.
Epifania – aparição ou manifestação de Deus. Festa dos reis magos.
Epístola – na antiguidade, comunicação escrita de qualquer tipo. O Novo Testamento contém 21 epístolas ou cartas. As epístolas normalmente tratam de temas gerais e são dirigidas não a uma pessoa em particular, mas ao público em geral. Na celebração eucarística dominical, a epístola corresponde à Segunda Leitura.
Exéquias – ritos em favor dos fieis falecidos.
Fração do Pão – ato pelo qual o sacerdote parte o pão antes da comunhão. Este termo também foi usado na historia para designar a celebração eucarística.
Genuflexão – ato de dobrar o joelho em sinal de adoração.
Hosana – “Salva-nos agora!”, é também aclamação, saudação, louvor.
Hóstia – vitima oferecida em sacrifício. Pão eucarístico após a consagração feita por um sacerdote legitimo.
Incenso – fumaça perfumada originada da queima de produtos aromáticos que simboliza louvor e adoração a Deus.
Kyrie Eleison – expressão grega que significa Senhor, piedade. É uma invocação antiga mediante a qual os fieis imploram a misericórdia do Senhor.
Lavabo – ato de lavar as mãos. Na Missa o lavado se da após a apresentação das ofertas.
Memento – parte da oração eucarística onde se recordam os vivos e falecidos.
Memória – comemoração litúrgica de um santo.
Mirra – resina perfumada que os reis magos ofereceram ao menino Jesus. Usada na época para preparar o sepultamento , indica a paixão e morte que Jesus sofreria.
Mitra – Assemelha-se a um chapéu em forma de capacete, com duas pontas para o alto. O bispo usa nas celebrações solenes.
Nave – parte central do templo.
Oficio Divino – Liturgia das Horas
Óleos Santos – os três óleos que o bispo benze na Missa do Crisma, na quinta-feira santa: o crisma, o óleo dos catecúmenos, óleo dos enfermos.
Ordo – (ordem), equivale a rito (Ordo missae – rito da missa)
Palma – (ramos) é sinal de prosperidade (Sl 91,12) e de vitória (Ap 7,9)
Pantokrátor – que tudo contém, oniponte.
Paraliturgia – celebração da Palavra de Deus.
Pão Ázimo – sem fermento, usado na confecção de hóstias. Ázimo era o pão utilizado na páscoa dos judeus. Jesus o transformou no seu próprio corpo na Eucaristia; por isso é assim utilizado na Hóstia Sagrada.
Ritual – Livro que contem as fórmulas e os ritos que o sacerdote e a assembléia devem seguir para administrar os sacramentos.
Rubricas – (de ruber-vermelho), diretrizes rituais e cerimoniais indispensáveis para o correto desenvolvimento das ações litúrgicas.
Sacramentais – são sinais sagrados e ações litúrgicas não instituídas por Cristo, mas introduzidas pela Igreja, para proveito espiritual dos fieis.
Solenidade – o grau mais alto de festa litúrgica. Por exemplo: Tríduo Pascal, Natal do Senhor, Epifania, Ascensão Anunciação do Senhor (25/3), Maria Santíssima – Mãe de Deus, Pentecostes, São José esposo de Maria.
Festas – Transfiguração do Senhor, Apresentação do Senhor, (2/2) Exaltação da Santa Cruz
Sufrágio – prece ou obra de caridade oferecida pelas almas dos fieis defuntos.(LG 50)
Transubstanciação – transformação da substancia do pão no corpo de Cristo, e do vinho no Seu sangue, mediante a consagração das espécies feitas pelo sacerdote legitimo.
Triságion – (três vezes santo) A tríplice aclamação “Deus santo, santo e forte, santo e imortal, tende piedade de nós”.
Turiferário – pessoa que leva o turíbulo.
Urbi et Orbi – para a cidade e para o mundo.
Viático – Sacramento da eucaristia ministrado aos doentes acamados.
As posturas do nosso corpo são significativas:
Ficar em pé – significa a posição de Cristo ressuscitado. Simboliza prontidão para caminhar com Deus e com os irmãos. É também símbolo da dignidade humana; e sinal de respeito e atenção para com os outros.
Sentados – é a atitude de quem ensina e também de quem ouve, medita e fala com Deus. Jesus se assentava e mandava os discípulos se assentarem também (cf. Mt 5,1-2; Lc 10,39); por isso, durante as celebrações os ouvintes sentam para ouvir as leituras, exceto no Evangelho, onde a posição de pé significa a prontidão em seguir os ensinamentos de Jesus.
Ajoelhados – significa principalmente humildade e reconhecimento da própria miséria e limitações. Expressa profunda adoração a Deus.
Também o espaço celebrativo, onde se desenrola a liturgia, tem grande importância; a sua ornamentação, as imagens, as pinturas, o cuidado com os objetos litúrgicos, as vestes, a disposição das pessoas, o cuidado com o altar, tudo repercute na celebração dos mistérios de nossa fé. Tudo tem sentido próprio na Liturgia; por exemplo, as vestes informam a função de cada ministro (paramentos); também a roupa dos fieis deve ser decente e adequada à celebração. Não se vai a Missa como se vai a um campo de futebol, ou à praia, ou a um passeio no campo.
Alguns símbolos litúrgicos são muito usados:
ALFA E ÔMEGA – Primeira e última letra do alfabeto grego. No Cristianismo aplicam-se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas.
TRIÂNGULO – Com seus três ângulos iguais (equilátero), o triângulo simboliza a Santíssima Trindade. É um símbolo não muito conhecido pelo nosso povo.
INRI - São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaerum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus (Cf. Jo 19,19).
XP – Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos.
IHS – Iniciais das palavras latinas Iesus Hominum Salvador (Jesus Salvador dos Homens). Adaptaram em portugues para Jesus Hóstia Sagrada.
Peixe – símbolo de Cristo , usado no inicio do Cristianismo. ICTYS (Iesus Christos Theos Yos Soter); Jesus Cristo Filho de Deus Salvador.
Pelicano – A ave é o Pelicano; ele é um símbolo da Eucaristia e de Cristo que se imola pela humanidade. Quando o pelicano não tem comida para os filhos, então, ele pica o próprio peito até sangrar para dar o seu sangue para alimentar os filhotes.
Píxide – Vaso que contém as hóstias consagradas.
Pluvial – capa dura usada pelo sacerdote na benção do Santíssimo, nas procissões eucarísticas.
Sanguíneo – paninho branco que o celebrante utiliza para enxugar o interior do cálice.
Túnica – como oficiante do Culto Divino, aquele que fica à frente, o sacerdote coloca vestes próprias que o distinguem das outras pessoas da celebração.
Velas – as velas tem valor simbólico. Significam as realidades mais profundas, a Luz da Fé que nos cristãos recebemos no Batismo, lembrando que Cristo é a luz do mundo.
(Fonte: Dicionário de Liturgia – Di Sartore e A.Z. Triarca – Ed. Paulinas – 1992,SP)
Para entender e celebrar a Liturgia, Prof. Felipe Aquino,Ed. Cléofas, Lorena- SP
Celebrações da Semana Santa e seus significados
Publicado por Marcus em Semana Santa em abril 9, 2009
Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.
A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 – MT 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.
Quinta-feira Santa
Hoje celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:
Bênção dos Santos Óleos
Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.
Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.
O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:
Óleo do Crisma – Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.
Óleo dos Catecúmenos – Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.
Óleo dos Enfermos – É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.
Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés
Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.
Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.
O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.
Sexta-feira Santa
Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.
Ofício das Trevas
Trata-se de um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.
Sermão das Sete Palavras
Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte. As sete palavras de Jesus são: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.
Por volta das 15 horas celebra-se nas igrejas católicas a Solene Ação Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Jesus Cristo. À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão do Descendimento da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.
Sábado Santo
No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.
Vigília Pascal
Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.
Domingo de Páscoa
A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.
A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos.
Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.
A data da Páscoa
A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis.
Cordeiro
O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.
Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (Cor 5, 7).
João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12).
Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).
Ovo
O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida. A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal. Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.
Coelho
Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.
Pão e vinho
Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.
Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.
Cruz
A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo.
No Conselho de Nicea em 325 d.c., Constantim decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo.
Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.
Círio Pascal
É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.
Prof. Felipe Aquino