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Pregação Padre Roberto – quinta-feira santa 2006

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O Cordeiro Imolado

Assista ou ouça na íntegra essa pregação

Hoje, o Senhor vai nos dar a verdadeira bebida e a verdadeira comida. O Senhor vai realizar a difícil luta do Horto das Oliveiras. Somos o povo sacerdotal, vocês fazem parte do sacerdócio comum da Igreja. O sacerdócio de Jesus está em vocês também, e isso significa que vocês têm de entrar na luta contra o poder das trevas. Precisamos ter o olhar de Cristo, voz de Cristo, atitudes de Cristos. O poder das trevas quer pisar na Igreja e vivemos, hoje, a luta que Jesus viveu no horto, a qual foi o momento da maior luta, onde Ele enfrentou a humanidade e fez a vontade do Pai.

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Se cada católico soubesse a diferença de uma "Santa Missa" e de um culto protestante teria de se arrepender por ter se afastado do verdadeiro sentido de entrega, que é Jesus Cristo. Estou falando do sacrifício, a maior dor do Senhor é ver Seus filhos O trocando por qualquer coisa, a qual leva o povo a desacreditar na verdade de Deus. Que leva os cristãos a trocar a Eucaristia por uma simples reunião.
Digo isso porque, hoje, é um grande dia para vocês rezarem pelos sacerdotes da Igreja, que andam enfraquecidos na fé. Quando se ordena um padre, a comunidade deveria jejuar muito, pois a ordenação de um padre não é somente uma festa, pois é um outro Cristo, um outro combatente que está sendo ordenado. Todos os sacerdotes têm a essência da luta. Os sacerdotes antigos diziam que o sacerdote recebe um outro anjo que o ajuda a viver bem o sacerdócio.

O Sacramento da Confissão não é uma partilha de coração, não é uma terapia psicológica, mas é o Senhor Jesus tirando aquela alma da lama do pecado. Ordenação sacerdotal é o mistério tremendo, no qual o Senhor Jesus Cristo entra pelo sacramento da ordem e torna aquele homem um outro Cristo na face da terrra. Mas, você me pergunta: "Padre, fala-nos do momento que começo o sacerdócio de Cristo, que estamos celebrando?" Eu vos respondo: "No esplendor da glória do Senhor". Adoramos o Pai verdadeiro Deus, criador do céu e da terra. Adoramos o Filho verdadeiro Deus, coração do Pai, Filho único do Pai, o adoramos Jesus. Adoramos a Trindade, um só Deus em três Pessoas distintas".

peroberto_1304_right1Jesus chama as pessoas de volta para o Seu rebanho. "Ó católico, se você soubesse o mistério que é a sua Igreja passaria sete dias, sete noites diante do altar, arrependido". Jesus não é chamado para ser pão, mas para ser carne, você não recebe o pão, mas a carne de Jesus. Ele deu Seu corpo em sacrifício, é sacerdote de Si mesmo, se ofereceu, não ofereceu nenhum carneiro em Seu lugar.

E a Virgem Maria não é uma mulher qualquer, mas a Mãe do sacerdote Jesus. O Senhor disse que o Espírito Santo viria sobre Maria. Jesus não é criatura, Ele é Deus, gerado, e não criado, na plenitude dos tempos. O Pai O chamou para assumir a Igreja. Jesus se encarnou, é o verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Quantos católicos que nem sabem que Jesus Cristo é o verdadeiro cordeiro? A Santa Missa não é um ato de repetição, é um ato de entrega do próprio Deus. Não é teatro, não é um encenação, mas é a entrega total do próprio Deus. Não é um simbolismo. Quantos católicos só vão comungar e esquecem que a Missa não é só comungar e vão embora. Você esquece que não só vem para comungar, mas para passar também pela cruz.

Eu vos convido, neste dia, a amar os padres, a amar os sacerdotes. Há fiéis que não são fiéis, pois são capazes de matar seu próprio pastor. Há católicos que não sabem mais oferecer, mas só pedem. Apresente a Deus o seu sacrifício. Para mim, o altar é o meu viver, é no altar que eu choro, que me alegro, é nele que coloco a minha dor. É no altar que coloco as pessoas que não gostam de mim, e as que gostam. O altar é o lugar do sacrifício. A luta clara que devemos ter é que as portas dos infernos se abriram contra Igreja Católica. Tantos falsos milagres acontecendo. Mas, saiba que acontece a cura verdadeira quando nos leva a Deus.
"Que por essa pregação venha sobre você a bênção do Senhor".

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Padre Roberto Lettieri

Fundador da Fraternidade Toca de Assis que tem como principal carisma a adoração ao Santíssimo Sacramento e o acolhimento aos mais necessitados. Prega diversos encontros e retiros por todo o Brasil.

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Pregação: Mãe do Santíssimo Sacramento

Dentro desse acampamento, com a permissão da Liturgia da Igreja, quero celebrar agora, nessa Missa a Liturgia da Virgem Maria. Isso devido a tudo o que o Senhor tem nos falado nesse dia e porque o Sábado é um dia profundo e consagrado a Mãe de Deus. A Missa é o sacrifíco de Jesus e nela está presente a Virgem.

Eu tenho um carinho especial por Nossa Senhora das Dores, pois nela se vê a paixão de Jesus com a face materna. É como a mãe que sofre de muitas maneiras, por tantas situações. Nela vemos também o sofrimento da Igreja, a redenção do Senhor com a face mariana. Nossa Senhora das Dores, mais do que um título é uma realidade da sua própria vida, por isso em todas as Missas a Mãe de Deus está presente.

De que maneira ela está presente? Como? O Papa João Paulo II responde que é uma presença misteriosa. Permita-me falar teologicamente: "se o sacrifíco do Senhor é atualizado e a mãe do Senhor estava presente no calvário, então ela está presente na Missa. Por isso hoje queremos enaltecer a Mãe de Deus. Mãe do Santíssimo Sacramento".
O Evangelho de hoje fala mais uma vez da "Hora" do Senhor. Toda Missa é a glorificação do Pai pelo Filho. É o maior ato de adoração dado a Deus. Agora é chegada a "hora". Dentro da "hora" de Jesus, temos a terceira hora e foi exatamente nessa terceira hora que Ele deu à Igreja Sua mãe. Ele disse: "Mulher eis aí o seu filho". Na pessoa do discípulo amado está presente o mistério dos seguidores de Jesus. Olhando para nossa história, sabemos muito bem como o Senhor nos assemelha ao mistério da Missa.

Você pode fazer pela sua história de vida uma Missa. Se você sabe viver a humilhação e ser condenado injustamente em silêncio, então você assemelha sua vida a vida do Senhor. Não se trata de masoquismo, pelo contrário, sabemos que nosso coração precisa chegar onde Ele necessita. O Senhor vai moldando nosso coração e nossa vontade.
Sabemos que nossa vida é única, e no tempo, decisão, e momento em que Deus entrega algo para vivermos, não podemos duvidar da vontade do Senhor. Se a "hora" de Jesus é a "hora" da cruz, o mundo não entende isso. Dentro do tempo cronológico estamos celebrando a eternidade da Missa. Preciso entrar nessa "hora", pois sei o quanto Deus tem me preparado para esse sacrifício.

Não é a minha fé que realiza o sacramento, quem realiza o sacramento é Deus, mas se me entrego a Ele pela fé, então entro no sacrifício de Cristo. O Papa disse que é preciso que o sacerdote celebre a missa com sentimento e emoção. São Pio trazia os sentimentos de Jesus ao celebrar a Missa. As pessoas percebiam nele os sentimentos de Jesus ao celebrar a Missa. O sacerdote é aquele que sacrifica o Cordeiro, ele é a Persona Christi. Nemhum padre está no lugar de Jesus Cristo, nós somos a pessoa de Jesus Cristo.

Mas como pode um homem marcado pelo pecado ser a pessoa de Jesus? Eis o mistério que traz a Igreja, a esperança da santidade. A missa chama e atrai os pecadores a misericórdia. A Igreja deseja que todos venham a Missa para ver Deus. Quando o Senhor entrega a Sua Mãe ao discípulo amado, devemos dizer que quem cuida dos sacerdotes é a Mãe de Cristo, Ela não permite que os discípulos do Senhor se percam. Ela forma o coração da Igreja. O Senhor diz: "Mulher olha aí o seu filho", como sua Missa. Precisamos sentir com os sentimentos do Senhor na Santa Missa.

A Missa é o sacrifício eterno, como muitas vezes escutamos. A Igreja celebra e atualiza o sacrifíco do Senhor e nele está presente a Mãe de Deus. Nosso amor e respeito a Ela não é simplesmente como um culto de veneração é mais do que isso, é um culto profundamente especial. Ela gerou Deus. Ela não é adorada, pois não é Deus, mas merece um culto muito especial e singular.

O carinho singular e pessoal que a Mãe de Deus tem pelos sacerdotes é à imagem de João, portanto quando falta a alegria e santidade, a Igreja sofre, mas não nega a alegria da Virgem de zelar pelos sacerdotes da Igreja. Quando escutamos sacerdotes vítimas de perseguição, não podemos cair no julgamento.

O primeiro intuito da mídia patrocinada pela maçonaria, é destruir o sacerdócio do Senhor presente em nós. Quem consagra as espécies do pão e vinho em corpo e sangue do Senhor somos nós sacerdotes. Não é uma imitação, nem teatro, mas é Jesus Cristo na pessoa dos sacerdotes quem consagra. João recebeu a ordenação ao lado da Mãe de Deus.
Só há um sacerdote, não há outro, o sacerdócio de Jesus é único e eterno, mas ele está presente de maneira substancial na pessoa do sacerdote ordenado. O sacerdote tem as mãos ungidas para trazer o Espírito Santo. O Espírito Santo não vem do céu, mas da cruz. A imposição das mãos do sacerdote não é como a dos leigos. Na consagração você escuta verdadeiramente a voz de Jesus Cristo. Nessa hora não é a voz do sacerdote, mas de Jesus Cristo e nessa hora você deve adorar. Jesus vem de dentro do sacerdote e não do alto. Por isso o demônio vem para aniquilar os sacerdotes.

A Mãe de Deus estava presente na Missa do calvário, assim como estamos nessa Missa e em qualquer outro lugar do mundo. Esse altar não é mesa, mas é onde o Senhor será sacrificado. No altar se consagra. Se um sacerdote pode consagrar o corpo e sangue do Senhor, quanto não vale a vida de um sacerdote? É por isso que o Senhor pede a Sua Mãe para guardar os sacerdotes. São Franscisco de Assis já dizia: "aí daqueles que falarem mal dos sacerdotes".
Essa não é mais uma Missa, é a única Missa.


A Missa da quinta-feira Santa é a mesma do calvário e é mesma que estamos celebrando agora. É o mesmo sacrifício, é a mesma voz do Senhor Jesus Cristo. Hoje, pela voz do sacerdote, vamos escutar a voz de Jesus Cristo. É a única consagração, a única Missa. A pior desgraça é quando o católico "rotina" a Missa. A cada dia o Senhor nos dá o seu coração de uma maneira diferente. A Missa é a maior alegria e esperança da Igreja. O católico que não vai a Missa não conhece Jesus Cristo. Cada um de nós deve gritar: Senhor perdoe o meu orgulho, eu preciso de Deus!

Transcrição e áudio: Caio Rigotti
Fotos: Natalino Ueda

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Pregação: Bendita Virgem do Calvário

 

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Pe. Roberto Lettieri

11/10/2008 – 16h30

Falar da Virgem sempre nos traz uma alegria profunda ao coração. Poder colocar em nossos lábios o que a Igreja nos ensina e recebeu do Senhor, dando-nos o coração da Virgem. No Evangelho de hoje, Maria recebe um grande elogio, onde o seu ventre e o seu seio são chamados como pessoas. Quando aquela mulher diz: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”.
Na Virgem tudo é único, tudo é bendito, tudo é bem aventurado. A mulher grita na multidão por causa de Jesus: “Feliz os seios que te amamentaram, bendito o ventre que te trouxe!”, a Virgem tem que ser tratada assim, pois tudo nela é belo, tudo nela é bendito.

A Virgem tem seu seio e seu ventre bem aventurados, pois o único ventre que pode ser chamado de “feliz” é o dela. Há uma ligação tremenda entre o ventre e o seio: o ventre é onde nove meses o Verbo de Deus foi gerado, Ele foi gerado, não criado. É o ventre feliz, que contém a Hóstia Santa. E o Senhor vem à vida para ser amamentado. Aquela mulher tinha que ter gritado mesmo, pois somente o Senhor pôde pôr sua boca naquele seio e foi amamentado.
A mulher viu o que o Senhor estava fazendo, os milagres, as maravilhas e por isso possuída pelo Espírito Santo grita: “Feliz este ventre”. Ó Virgem que nos dá um santo orgulho! Tu és a catedral mais bela, tu és santa! E essa mesma Virgem vai ser levada pelo Espírito ao Calvário, e a Igreja diz que o que o Senhor Jesus sofria na carne, ela sofria na alma.

Quem teria coragem de gritar no momento do Calvário, senão aquela mulher? Eu quero ver se no momento do calvário em sua vida você teria coragem de gritar como esta mulher gritou, pois mesmo com o Senhor na cruz, sendo tão maltratado, ela foi capaz de gritar. Toda mãe sabe que o sangue de seu filho é parte dela, quanto mais Jesus que só veio de Maria. O Senhor é muito parecido com sua mãe, pois Ele tudo dela recebeu.

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E ao ver o Sangue de seu filho sendo derramado no Calvário, a Virgem olhando para si mesmo e para seu filho no estado de inocência e sacrifício, sabia que ali também estava parte do seu leite materno. A Virgem poderia até gritar: “filho o que corre de ti também tem minha parte”. Nós não podemos tirar nunca a Virgem Maria da nossas vidas, não podemos negligenciar aquilo que ela é para a Igreja.
Ó ventre imaculado e bendito! Senhor Jesus, Tu saístes da Virgem! É claro que temos que manter na nossa alma os mistérios da Virgem, por isso lá no coração, na nossa alma, nós não admitimos que a Virgem não é virgem. Quando nós comungamos na Missa também temos contato com a maternidade tão bonita, tão bela.
Aos pés da cruz Maria vê o sangue do seu Filho, o mesmo da Santa Missa, este mesmo sangue a Virgem viu descer do corpo de Deus, do seu Filho. Ninguém pode tirar de Maria a maternidade divina que ela recebeu, nem satanás, nem ninguém! A Virgem teve seu seio tingido pelo Sangue do Senhor ao tirá-Lo da cruz.
Vocês mulheres precisam aprender a ter o silêncio da Virgem, o silêncio que guarda vidas, que salva. Bendita seja a grande mãe de Deus! Bendito o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram. A ela nosso louvor e exaltação!

Transcrição e adptação: Flávio Costa

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