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Ave Maris Stella
Publicado por Marcus em Ave Maris Stella em outubro 25, 2009
Significação do nome MARIA na língua hebraica é Estrela do mar (Maris Stella); e com este apelido a invoca a Igreja: Ave Maris Stella. Também lhe vem mui próprio, por estrela, e estrela do mar. Por estrela primeiramente: porque a estrela, sem diminuição sua, nos produz o raio luminoso e a Virgem, permanecendo Virgem, nos gerou Cristo, que é luz do mundo. Além disso, porque as estrelas presidem às trevas da noite; e a Virgem é refúgio de pecadores, em que ainda não reina o Sol da graça.
Ave do mar Estrela,
De Deus Mãe bela,
Sempre Virgem, da morada
Celeste feliz entrada.
Ó tu que ouviste da boca
Do anjo a saudação;
Dá-nos paz e quietação;
E o nome de Eva troca.
As prisões aos réus desata.
E a nós cegos alumia;
De tudo que nos maltrata
Nos livra, o bem nos granjeia.
Ostenta que és Mãe fazendo
Que os rogos do povo seu
Ouça aquele que, nascendo
Por nós quis ser filho teu.
Ó Virgem especiosa,
Toda cheia de ternura,
Extintos nossos pecados,
Dá-nos pureza e brandura,
Dá-nos uma vida pura,
Põe-nos em via segura,
Para que a Jesus gozemos,
E sempre nos alegremos.
A Deus Pai veneremos;
A Jesus Cristo também.
E ao Espírito Santo; demos
Aos três um louvor. Amém
Latim:
Ave, Maris Stella,
Dei mater alma,
Atque semper Virgo,
Felix caeli porta.
Sumens illud Ave,
Gabrielis ore,
Funda nos in pace
Mutans Evae nomen.
Solve vincla reis,
Profer lumen caecis,
Mala nostra pelle,
Bona cuncta posce.
Monstra te esse Matrem,
Sumat per te preces,
Qui pro nobis natus
Tulit esse tuus.
Virgo singularis,
Inter omnes mitis,
Nos, culpis solutos,
Mites fac et castos.
Vitam praesta puram,
Iter para tutum:
Ut, videntes Jesum,
Semper collaetemur.
Sit laus Deo Patri,
Summo Christo decus
Spiritui Sancto,
Tribus honor unus. Amen.
Com a Mãe de Deus no Sábado Santo
Publicado por Marcus em Semana Santa, Theotokos Mãe de Deus em abril 11, 2009
Da Liturgia Bizantina:
Vendo sobre a cruz o Cordeiro, o Pastor e Salvador do mundo,
Aquela que te concebeu diz, em suas lágrimas:
“O mundo se alegra por receber a redenção
E minhas entranhas se consomem à vista da crucifixão
Que tu sofres por nós, ó meu filho e meu Deus!”
“Infeliz de mim, filho meu!
Aquele que esperei como Rei, agora o vejo condenado na cruz!”
“Ai! A profecia de Simeão realizou-se,
Porque a tua espada, ó Emanuel,
Transpassou o meu coração!”
Quando a tua Mãe imaculada viu a tua morte, ó Cristo,
Invocou-te em tom suplicante:
“Não permaneças, ó Vida, no reino dos mortos!”
“Não chores por mim, ó Mãe, que contemplas na tumba
O Filho que concebeste virginalmente no seio,
Visto que ressurgirei e serei glorificado!
E, na glória sem fim, glorificarei, na minha qualidade de Deus,
Os que te louvam com fé e amor!”
Tu que nasceste da Virgem e por nós sofreste a cruz,
Tu, que por tua morte venceste a morte e nos revelaste a tua ressurreição,
Não rejeites aqueles que tua mão modelou!
Mostra-nos teu amor, ó Deus de misericórdia,
Atende as preces daquela que te concebeu,
E salva, Senhor, o povo que espera em ti!
A Virgem Maria na Igreja Primitiva
Publicado por Marcus em A Grande Mãe de Deus, Igreja Primitiva, Theotokos Mãe de Deus em março 27, 2009
Os primeiros cristãos tinham carinho especial pela Mãe de Deus.Na Igreja Católica Ortodoxa (nossos irmãos católicos do oriente),Maria é chamada de Theotokos(Mãe de Deus),Aeiparthenos(Sempre Virgem),Panagia (Toda Santa).Nossos irmãos católicos ortodoxos tem mais veneração à Nossa Senhora,do que nós católicos romanos e ocidentais.É bastante comum nas paredes das catacumbas encontrar figuras de Nossa Senhora.
Assim como os raios do sol atravessam o vidro sem quebrá-lo,a gloria de Deus atravessou Nossa Senhora sem lhe tirar a virgindade. Por incrível que pareça, quem vai explicar isso melhor não é dessa vez um santo ou santa,e sim outro reformador protestante:
´´Creio que Jesus feito homem,unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa,sendo concebido pela obra singular do Espirito Santo,nascido da abençoada Virgem Maria que,tanto antes como depois de dá-lo à luz,continuou virgem pura e imaculada“. John Wesley (fundador da Igreja Metodista em carta à um católico e
m 18.07.1749)
Portanto, assim como Maria Santíssima recebia atenção especial pelos primeiros cristãos, Ela deve também ter nossa atenção especial.Não se deve querer inovar o Cristianismo (como muitas seitas fazem), deixando de fora a grande importância de Maria ,por ser a Mãe do Nosso Senhor,como está em Lucas 1,43. Vamos venerar Maria, seguindo Jesus!
Pax et bonum!
Fontes:Blog do professor Felipe Aquino e blog Dominus Vobiscum
Maria Mãe de Deus
Publicado por Marcus em A Maternidade Divina, Dogmas Marianos em janeiro 10, 2009

A palavra maternidade (condição de mãe) e divina (proveniente de Deus), nos leva a uma única pessoa: Maria. Deus queria fazer-se homem e escolheu sua Mãe em quem colocou todos os dons e virtudes, a fim de preparar sua morada em seu seio virginal. A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à virgem Maria como à Mãe de Jesus, mas também a reconhece-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencente ao patrimônio da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso, no ano 431.
Ao confessar que Maria é “Mãe de Deus”, a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe e com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres da Igreja evidenciaram a sua fé na divindade de Jesus Cristo. A expressão “Mãe de Deus” remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina.
Vários autores comentam o fato da veracidade da Igreja na afirmação da maternidade divina fazendo o seguinte raciocínio:
“Nosso Senhor morreu como homem na Cruz (pois Deus não morre), mas nos redimiu como Deus, pelos seus méritos infinitos. Ora, as naturezas humanas de Nosso Senhor e a natureza divina não podem ser separadas, pois a Redenção não existiria se nosso Senhor tivesse morrido apenas como homem.Logo Nossa Senhora, Mãe de Nosso senhor, mesmo não sendo mãe da divindade, é Mãe de Deus, pois Nosso Senhor é Deus.Se negarmos a maternidade de nossa senhora, negaremos a redenção do gênero humano ou cairemos no absurdo de dizer que Deus é mortal.”
Na sagrada tradição da Igreja os Apóstolos de Cristo já se manifestavam com a maternidade divina de Maria:
Vejamos o que diz o Apóstolo Santo André: “Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu”. (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.)
Veja agora o testemunho de São João Apóstolo: “Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana.” (S. João Apost. Ibid)
São Tiago: “Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus” (S. Jac. in Liturgia)
São Dionísio Areopagita: “Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes.” (S. Dion. in revel. S. Brigit.)
Orígenes escreveu: “Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe” (Orig. Hom I, in divers. – Sec. II )
Santo Atanásio diz: “Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta.” (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)
Santo Efrém: “Maria é Mãe de Deus sem culpa” (S. Ephre. in Thren. B.V.).
São Jerônimo: “Maria é verdadeiramente Mãe de Deus”. (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.).
Santo Agostinho: “Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus”. (S. Agost. in orat. ad heres.).
Todos os Santos Padres afirmaram em amor e veneração a maternidade divina por Nossa Senhora. Cansaria-me em citar todos os testemunhos primitivos.
Agora uma surpresa. Lutero e Calvino sempre veneraram a Santíssima Virgem. Veja abaixo a testemunho dos pais da Reforma:
“Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar o suficiente, a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.” (Martinho Lutero no comentário do Magnificat – cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista Jesus vive e é o Senhor).
“Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste” (Martinho Lutero – Deutsche Schriften, 14,250).
“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Calvino – Comm. Sur I’Harm. Evang., 20)
A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, é negar a Divindade de Cristo, é negar o ensino dos Apóstolos de Cristo.
Fonte: Com.Shalom
Hino “acatistos” à Mãe de Deus (séc. VII)
Publicado por Marcus em Orações, Theotokos Mãe de Deus em janeiro 6, 2009

Da liturgia bizantina
Do céu foi enviado um arcanjo eminente para dizer à Mãe de Deus: “Alegra-te!”
Mas quando te viu, ó Senhora, a sua voz ganhou corpo e ele gritou a sua surpresa e o seu encantamento:
Alegra-te: em ti brilha a alegria da salvação.
Alegra-te: por ti o mal desapareceu.
Alegra-te, porque ergues Adão da sua queda.
Alegra-te, porque Eva também já não chora.
Alegra-te, montanha inacessível aos pensamentos dos homens.
Alegra-te, abismo insondável aos próprios anjos.
Alegra-te, porque te tornas o trono e o palácio do Rei.
Alegra-te: tu levas em ti Aquele que tudo pode.
Alegra-te, estrela que anuncias o nascer do Sol.
Alegra-te, porque em teu seio Deus tomou a nossa carne.
Alegra-te: por ti, toda a criação é renovada.
Alegra-te: por ti, o Criador fez-se menino.
Alegra-te, Esposa que não foste desposada.
A Puríssima, conhecendo o seu estado virginal, respondeu confiadamente ao anjo Gabriel: “Que estranha maravilha essa que dizes! Ela parece incompreensível à minha alma; como conceberei sem semente para engravidar, como tu está a dizer?” Aleluia, aleluia, aleluia!
Para compreender este mistério desconhecido, a Virgem dirige-se ao servo de Deus e pergunta-lhe como é que um Filho poderia ser concebido nas suas castas entranhas. Cheio de respeito, o anjo aclama-a:
Alegra-te: a ti Deus revela os seus desígnios inefáveis.
Alegra-te, confiança dos que rezam em silêncio.
Alegra-te: tu és a primeira das maravilhas de Cristo.
Alegra-te: em ti são recapituladas as doutrinas divinas.
Alegra-te, escada pela qual Deus desce do Céu.
Alegra-te, ponte que nos conduz da terra ao Céu.
Alegra-te, inesgotável admiração dos anjos.
Alegra-te, ferida incurável para os demónios.
Alegra-te: tu geras a luz de forma inexprimível.
Alegra-te: tu não revelas o segredo a ninguém.
Alegra-te: tu ultrapassas a sabedoria dos sábios.
Alegra-te: tu iluminas a inteligência dos crentes.
Alegra-te, Esposa que não foste desposada.
O poder do Altíssimo cobriu então com a sua sombra a Virgem que não tinha sido desposada, para a levar a conceber. E o seu seio fecundado tornou-se um jardim de delícias para os que nele querem colher a salvação, cantando: “Aleluia, aleluia, aleluia!”