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Coroa de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início na Itália em 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de setembro.
A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano de Vossa fundação. A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade Mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem terceira.
A devoção à Nossa Senhora das Dores possue fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão que profetiza a lança que transpassaria (dor) o seu coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do menino Jesus; a paixão do Senhor; Crucifixão-morte e sepultura de Jesus Cristo. Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora pelas dores, mas sim por que também pelas dores oferecidas participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim oblação de si para uma Civilização do Amor.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Nós vos louvamos Senhor, e vos bendizemos!
Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
Nós contemplamos vossas Dores, ó Mãe de Deus!
E vos seguimos no caminho da fé!

Primeira Dor – Profecia de Simeão: Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias.

Segunda Dor – Fuga para o Egito: O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias.

Terceira Dor – Maria procura Jesus em Jerusalém: Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias.

Quarta Dor – Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário: Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias.

Quinta Dor – Maria ao pé da Cruz de Jesus: Junto à cruz de Jesus estava de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias.

Sexta Dor – Maria recebe Jesus descido da Cruz: Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias.

Sétima Dor – Maria deposita Jesus no Sepulcro: Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a). 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias.

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15 de Setembro – Nossa Senhora das Dores

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O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da paixão do Senhor. Este foi posto, diz o santo ancião sobre o menino, como um sinal de contradição, e a Maria: e uma espada transpassará tua alma (cf. Lc 2,34-35).

Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada transpassou tua alma. Aliás, somente transpassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela transpassou a tua lama. A alma dele já ali não estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isso a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.

E pior que a espada, transpassando a lama, não foi aquela palavra que atingiu até a divisão entre alma e o espírito: Mulher, eis aí teu filho? (Jo 19,26). Oh! Que troca incrível! João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus, o servo em lugar do Senhor, o discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem, em vez do Deus verdadeiro. Como ouvir isso deixaria de transpassar tua alma tão afetuosa, se até a sua lembrança nos corta os corações, tão de pedra, tão de ferro?

Não vos admireis, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma. Poderia espantar-se quem não se recordasse do que Paulo afirmou que entre os maiores crimes dos gentios estava o de serem sem afeição. Muito longe do coração de Maria tudo isto; esteja também longe de seus servos.

Talvez haja quem pergunte: “Mas não sabia ela de antemão que iria ele morrer?” sem dúvida alguma. “E não esperava que logo ressuscitaria?” Com toda a confiança. “E mesmo assim sofreu com o crucificado?” Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria que compadecia, do que do Filho de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto: depois dela nunca houve igual.

Dos sermões de São Bernardo, abade. Liturgia das Horas

Diante da Virgem Maria ao pés da Cruz, tanta dor e tanto sofrimento, mas tanta fortaleza e fé, que neste momento Jesus Crucificado não poderia dar maior presente aos seus discípulos e a toda humanidade representada ali por João o discípulo amado. Maria conhece as dores do nosso coração, por isso, depositemos em seu coração transpassado os nossos pedidos e suplicas confiantes que tudo que pedirmos a Mãe o Filho atende.

Reze a Coroa de Nossa Senhora das Dores

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Exaltação à Santíssima Virgem – Ir.Kelly Patrícia

 

"Os infernos tremem de medo ao ouvir o nome de Maria” (São Bernardo)

“Aí de mim sem Maria” (São Luiz de Montfort)

 

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Pregação: Bendita Virgem do Calvário

 

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Pe. Roberto Lettieri

11/10/2008 – 16h30

Falar da Virgem sempre nos traz uma alegria profunda ao coração. Poder colocar em nossos lábios o que a Igreja nos ensina e recebeu do Senhor, dando-nos o coração da Virgem. No Evangelho de hoje, Maria recebe um grande elogio, onde o seu ventre e o seu seio são chamados como pessoas. Quando aquela mulher diz: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”.
Na Virgem tudo é único, tudo é bendito, tudo é bem aventurado. A mulher grita na multidão por causa de Jesus: “Feliz os seios que te amamentaram, bendito o ventre que te trouxe!”, a Virgem tem que ser tratada assim, pois tudo nela é belo, tudo nela é bendito.

A Virgem tem seu seio e seu ventre bem aventurados, pois o único ventre que pode ser chamado de “feliz” é o dela. Há uma ligação tremenda entre o ventre e o seio: o ventre é onde nove meses o Verbo de Deus foi gerado, Ele foi gerado, não criado. É o ventre feliz, que contém a Hóstia Santa. E o Senhor vem à vida para ser amamentado. Aquela mulher tinha que ter gritado mesmo, pois somente o Senhor pôde pôr sua boca naquele seio e foi amamentado.
A mulher viu o que o Senhor estava fazendo, os milagres, as maravilhas e por isso possuída pelo Espírito Santo grita: “Feliz este ventre”. Ó Virgem que nos dá um santo orgulho! Tu és a catedral mais bela, tu és santa! E essa mesma Virgem vai ser levada pelo Espírito ao Calvário, e a Igreja diz que o que o Senhor Jesus sofria na carne, ela sofria na alma.

Quem teria coragem de gritar no momento do Calvário, senão aquela mulher? Eu quero ver se no momento do calvário em sua vida você teria coragem de gritar como esta mulher gritou, pois mesmo com o Senhor na cruz, sendo tão maltratado, ela foi capaz de gritar. Toda mãe sabe que o sangue de seu filho é parte dela, quanto mais Jesus que só veio de Maria. O Senhor é muito parecido com sua mãe, pois Ele tudo dela recebeu.

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E ao ver o Sangue de seu filho sendo derramado no Calvário, a Virgem olhando para si mesmo e para seu filho no estado de inocência e sacrifício, sabia que ali também estava parte do seu leite materno. A Virgem poderia até gritar: “filho o que corre de ti também tem minha parte”. Nós não podemos tirar nunca a Virgem Maria da nossas vidas, não podemos negligenciar aquilo que ela é para a Igreja.
Ó ventre imaculado e bendito! Senhor Jesus, Tu saístes da Virgem! É claro que temos que manter na nossa alma os mistérios da Virgem, por isso lá no coração, na nossa alma, nós não admitimos que a Virgem não é virgem. Quando nós comungamos na Missa também temos contato com a maternidade tão bonita, tão bela.
Aos pés da cruz Maria vê o sangue do seu Filho, o mesmo da Santa Missa, este mesmo sangue a Virgem viu descer do corpo de Deus, do seu Filho. Ninguém pode tirar de Maria a maternidade divina que ela recebeu, nem satanás, nem ninguém! A Virgem teve seu seio tingido pelo Sangue do Senhor ao tirá-Lo da cruz.
Vocês mulheres precisam aprender a ter o silêncio da Virgem, o silêncio que guarda vidas, que salva. Bendita seja a grande mãe de Deus! Bendito o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram. A ela nosso louvor e exaltação!

Transcrição e adptação: Flávio Costa

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