A medalha Milagrosa e os milagres

Uma das mais significativas graças concedidas por Deus através da Medalha Milagrosa foi, sem dúvida, a que diz respeito a um rico judeu de Estrasburgo chamado Afonso de Ratisbona. Afonso era jovem e estava noivo. De passagem por Roma, recebeu de um amigo católico uma medalha da Imaculada Conceição. Estavam numa igreja e o judeu, por delicadeza, aceitou o presente. De repente, Afonso viu, sobre um altar, a Virgem cheia de majestade e de imensa doçura, que lhe aparecera como fora representada na medalha. O judeu caiu de joelhos e, como em êxtase, ali se deixou ficar por algum tempo. Maria não lhe falara, mas o jovem, quando se levantou, era absolutamente outra pessoa. Logo recebeu o batismo, desmanchou o noivado e entrou na Companhia de Jesus. Mais tarde, junto com um irmão chamado Teodoro, fundou a congregação dos Padres e religiosos de Nossa Senhora de Sião, para a conversão dos judeus. Outras muitas graças poderiam ser relatadas, mas não é nosso intento. Quero apenas refletir um pouco sobre a medalha e os raios que saem de suas mãos. Diz que Santa Catarina viu que de algumas pedras não saíam luz, porque muitas pessoas não se confiavam a Maria. E eu me pergunto: ”Por que não pedir à Mãe para que o Filho nos dê o que precisamos? Por que não beber da fonte que é Jesus pelas mãos generosas de sua e nossa Mãe? Por que não temos medo de pedir, quando precisamos, a pessoas estranhas e que até podem nos prejudicar e não pedimos Àquela que nos ama infinitamente e só quer o nosso bem?”. Jesus não fica ‘enciumado’ por nos ver amar sua Mãe, pelo contrário, o verdadeiro amor é difusivo e quanto mais amamos uma pessoa, mais queremos que todos a amem. Será que estes raios que faltam sair das mãos de Maria não são também sinais de minha não participação na distribuição destas graças? Muitas vezes Deus quer se manifestar como o Deus amor através de minhas mãos, de minha generosidade e caridade para com o outro. Minha omissão também pode provocar a ‘falta’ de luminosidade, o não derramar total das graças de Deus sobre as pessoas com quem convivo ou que o próprio Senhor quer unir à minha vida de oração, de apostolado, ao meu sofrimento, minha doença etc. Lembremo-nos de que Deus não faz milagres desnecessários. Ele não vai aparecer e multiplicar pães, embora continue com todo poder para isto, se Ele deu capacidade aos homens de saciar a fome da humanidade com os meios naturais de que dispõem. Deus quer precisar de nós e, ao meu ver, Maria também quis mostrar isto. Cabe a nós completar os raios que faltam na Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças, amar esta Mãe com todo o nosso amor e expressar este amor vivendo o que ela mesma nos recomendou: “Fazei tudo o que Ele vos disser”, e incentivando a verdadeira devoção à sua Medalha Milagrosa. E que Maria atraia sobre nós todas as graças do bom Deus! Irmã Maria Elizabeth da Trindade, OCD – Passos-MG

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